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Locomotiva centenária da Linha do Tua vendida para o estrangeiro

Locomotiva centenária da Linha do Tua vendida para o estrangeiro
  • 4 de Maio de 2016, 10:23

O presidente do movimento garante que a Fundação Museu Nacional Ferroviário, responsável por este tipo de espólio, não foi informada desta venda.
Filipe Esperança não compreende o porquê de uma locomotiva, com mais de 100 anos de história, sair do país em vez de continuar a servir em Portugal o mesmo propósito que vai ter em França.
“Trata-se da locomotiva E166, que estava num dos resguardos da estação de Foz Tua. De acordo com algumas notícias, a Fundação Museu Nacional Ferroviário desconhecia completamente o transporte desta locomotiva.
É uma peça histórica. Entrou em serviço em Portugal em 1905, tem neste momento 111 anos de história. Faz parte da nossa história, da nossa cultura. Deu imenso ao nosso povo. E é muito estranho que a entidade que está responsável por este material não tenha conhecimento desta venda”, frisa o representante do Movimento pela Linha do Tua.
Esta situação levou o Bloco de Esquerda a questionar o Governo. O partido quer que seja esclarecido se foi dado conhecimento da situação à Fundação Museu Nacional Ferroviário e ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas, como explica o deputado Heitor de Sousa.
“O que queremos saber é se essas entidades foram consultadas ou não. Temos a informação de que não foram. A única coisa que concluímos daqui é que, não tendo sido as entidades que têm intervenção no património museológico nacional, e, em particular, no ferroviário, se esta venda não deve ser anulada”, afirma o membro do BE.
Até ao momento, não foi possível obter uma reacção por parte da Fundação Museu Nacional Ferroviário nem do Ministério do Planeamento e Infraestruturas sobre o assunto.
Já a CP confirma a venda a uma empresa estrangeiro, não confirmando, no entanto, a nacionalidade do comprador.
Em comunicado, esta entidade esclarece ainda, que “quando tem material circulante que já está retirado do seu serviço comercial e para o qual não prevê futuras oportunidades de utilização no contexto da sua actividade, são avaliadas várias possibilidades”, como o encaminhamento para a Fundação Museu Nacional Ferroviário, na tentativa de encontrar compradores ou, em última instância, o abate. Escrito por Onda Livre (CIR).
Foto: José Assunção

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