Passos Coelho defende melhoria das acessibilidades entre Bragança e Espanha
No caso desta última poderia, na opinião de Passos Coelho, “resolver a acessibilidade à rede ferroviária de alta velocidade espanhola”. “Houve investimentos que não foram cuidadosamente planeados na ligação rodoviária. Esta por muito pouco não ficou completada, mas gastou-se imenso dinheiro no país em obras de natureza rodoviária que eram redundantes que poderiam ter sido canalizados para investimentos como esses”, sustenta.
A falta de financiamento de fundos comunitários para este tipo de investimentos, pode impedir que as obras avancem, já que os custos devem estar a cargo dos orçamentos dos respectivos países, sendo que no caso da ligação de Quintanilha a Zamora falta apenas o arranjo do lado espanhol. Passos Coelho garantiu que o anterior governo defendeu a construção desta ligação na última Cimeira Luso Espanhola, onde também foi discutida a promoção a autoestrada da estrada entre Quintanilha e Zamora.
“Esses problemas foram suscitados na última cimeira luso-espanhola, foram manifestados pelo governo espanhol muita disponibilidade e abertura para junto dos governos regionais tentar resolver esse problema, mas não ficou programada uma data para que os investimentos pudessem ser feitos”, explica.
Na passagem por Bragança, Passos Coelho criticou os descontos de combustíveis em alguns postos de abastecimento, porque considera que o âmbito dos beneficiários deveria ser alargado.
“Não faço ideia como possa ser implementada. Acho que isso levanta problemas de muita natureza”, frisa. O presidente do PSD defende que “não há razão para se escolherem apenas alguns sítios, e não abranger todos os possíveis benificiários”. “Porquê destinar (os descontos) só aos transportes de mercadorias e não a todas as pessoas que circulam? Se se faz essa discriminização em meia dúzia de locais porque não fazer em outros?”, questiona o ex-primeiro-ministro.
O líder da oposição atacou também a medida por considerar que o aumento do imposto sobre combustíveis apenas serve para conseguir financiamento para cumprir uma promessa eleitoral, que se prende com a “necessidade de o governo encontrar recursos financeiros para poder cumprir uma promessa de ao longo deste ano fazer toda a recuperação salarial de toda a função pública, quando o podia fazer de forma programada ao longo de um certo período”.
Declarações de Passos Coelho, ontem em Trás-os-Montes no início das jornadas de valorização do território do PSD. Escrito por Brigantia.