Unidade de Cuidados Paliativos distinguida com prémio “Saúde Sustentável”
Com um ano e meio de existência, este serviço está adequada às necessidades da população do distrito, afirma Duarte Soares, médico da unidade. “É um projecto que se adequa à nossa região, à nossa população e sobretudo à realidade que o Sistema Nacional de Saúde tem de ter no século XXI, que é muito mais dirigido para os doentes com doenças crónicas e incuráveis e se calhar um bocadinho menos focado nos doentes agudos. Esses serviços têm que existir, mas haverá mercado, em termos de saúde, e haverá doentes para todos os serviços”, entende o responsável.
Num momento em que mais idosos vivem sozinhos ou isolados, Duarte Soares diz que esta não é a única realidade à qual têm que se adaptar. Isto porque a palavra “domicílio” passou a ser mais abrangente. “Os lares, as unidades de cuidados continuados, enfim, qualquer apoio social tem que ser considerado domicílio, e portanto os serviços também vão ter que saber adaptar a essa realidade, e a nossa unidade consegue prestar algum apoio de forma limitada mas algum apoio também a essas realidades”, adianta.
Uma área onde ainda faltam, contudo, profissionais, apesar do aumento da procura do serviço. “Há cada vez mais médicos com apetência para trabalhar nestas áreas. O caminho para chegar a trabalhar em paliativos com formação específica na área, é relativamente tortuoso, depende muito das oportunidades e dos estudos que se vão fazendo na área provavelmente essa situação ficará resolvida quando a medicina paliativa, como outras especialidades conseguir o estatuto de se tornar uma especialidade reconhecida”, refere Duarte Soares.
A unidade abrange os concelhos de Macedo de Cavaleiros, Bragança e Vinhais, e no ano passado acompanhou 140 utentes. Neste momento, apoia 80 doentes e as respetivas famílias.