Obras da Barragem do Tua quase concluídas
As obras de construção da barragem e da central hidroelétrica de Foz-Tua, entre Alijó e Carrazeda de Ansiães, estão quase a terminar. A EDP espera poder começar a produzir energia até ao final deste ano, ainda que num regime experimental. Esta é a expectativa de Luís Lopes dos Santos, director do projecto. “Estamos a culminar a construção, montagens e as instalações eléctricas. Dentro de algumas semanas vamos verificar se tudo o que foi montado está em condições para começar a produzir”, explica.
A albufeira começou a encher de forma definitiva no início de Julho, mas não deverá atingir o topo antes do próximo Outono. Luís Lopes Santos refere que actualmente a barragem está a 35 metros de atingir a quota máxima de 170 metros. “Estamos a prever em Novembro, Dezembro atingir esse valor”, antevê.
Quando o aproveitamento hidroelétrico estiver a funcionar em pleno, terá uma capacidade de produção suficiente para abastecer de energia uma cidade média.
“Quando a central estiver a produzir vai produzir cerca de 600 Gigawatts hora/ano, o consumo de uma cidade como Braga ou o dobro do consumo dos cinco concelhos que são intervencionados por esta albufeira”, refere
Este volume de produção só é possível porque as turbinas da central são reversíveis e durante a noite poderão bombear água do rio Douro para a albufeira do rio Tua. Na prática, vão produzir energia com a mesma água por mais que uma vez.
Neste momento estão ainda envolvidas nos trabalhos cerca de mil pessoas, mas no pico da obra chegaram as ser 1300, 30% das quais são consideradas mão-de-obra local, por residirem num raio de 50 quilómetros à volta da barragem. O paredão da barragem tem 108 metros de altura (equivalente a um prédio de 30 andares), 275 metros de extensão ao nível do coroamento e para a sua construção foram utilizados 350 mil metros cúbicos de betão. Está equipada com quatro descarregadores de cheias, com uma capacidade de 5.500 metros cúbicos por segundo, volume cuja probabilidade de ser registado, de acordo com António Vallejo Paes, gestor da obra, é de “um único dia de cinco em cinco mil anos”. Ao longo de 2017, já com a barragem a funcionar em pleno, haverá ainda muito trabalho a fazer para desmontar os estaleiros e todas as estruturas que viabilizaram a construção, repor os acessos e implementar um projeto de integração paisagística.
Ao longo de 2017, já com a barragem a funcionar em pleno, haverá ainda muito trabalho a fazer para desmontar os estaleiros e todas as estruturas que viabilizaram a construção, repor os acessos e implementar um projecto de integração paisagística. Escrito por Rádio Ansiães (CIR).