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Sete concelhos do distrito de Bragança poderão vir a ser atravessados por gasoduto

Sete concelhos do distrito de Bragança poderão vir a ser atravessados por gasoduto
  • 10 de Agosto de 2016, 08:49

Um dos traçados propostos para a passagem do gasoduto passa pelos concelhos de Torre de Moncorvo, Vila Flor, Alfandega da Fé, Mirandela, Bragança e Vimioso Nesta altura decorre a Avaliação de Impacto Ambiental, conduzida pela Agência Portuguesa de Ambiente (APA), que promoveu, nos últimos dias algumas sessões de esclarecimento sobre o assunto. Uma delas decorreu em Torre de Moncorvo.

A vereadora do ambiente deste Município, refere que, depois de ter analisado o projecto,  a autarquia  vai  sugerir algumas  alterações ao projecto,  de forma a provocar menos impacto nas infraestruras e no turismo do concelho, considerado que o mais vantajoso é a passagem paralela ao IP2. “Neste momento, vamos dar resposta à APA, com algumas sugestões, e com uma proposta de estudo alternativo àquele que foi apresentado aqui na proposta que foi objecto de análise. Nesse sentido, neste momento a questão ainda é, no fundo, a passagem dos veios principais. A questão das estações de serviço propriamente ditas também foi analisada, e também vão ser propostas algumas alterações.”, esclareceu.

Em Moncorvo, o gasoduto deverá passar por 5 aldeias e pela sede de concelho. O Município espera que além desta passagem, o gasoduto possa trazer vantagens para os consumidores do concelho. “A REN manifestou interesse e vontade de receber as nossas propostas, no sentido de compatibilizar os vários interesses em causa. Por isso, teríamos interesse que o gasoduto não fosse só um ponto de passagem na nossa região, mas pudesse coexistir com a utilização do próprio município na utilização de gás. Foi nesse sentido que fizemos as propostas de alterações enviadas para a APA”, acrescentou. Já no concelho de Macedo de Cavaleiros, havia dois traçados alternativos, ambos próximos da zona industrial, prevendo-se que passe em 16 aldeias do concelho.

O autarca Duarte Moreno garante que a opção escolhida é a que menos impacto causa às populações. “Está previsto que passe numa zona em que existem quintas e culturas, e que pode prejudicá-las. Escolhemos uma alternativa que não as prejudique, optando por zonas mais de montanha e floresta, e não em zonas cultiváveis”, salientou. Este projecto contempla a terceira interligação transfronteiriça deste género. Abrange, entre outras zonas de protecção especial o Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da Humanidade da UNESCO, e outras zonas sensíveis, como, por exemplo, os Sítios Rupestres do Vale do Côa. Escrito por Onda Livre (CIR) /Brigantia.

 

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