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Associações Comerciais do distrito de Bragança a braços com dificuldades financeiras

Associações Comerciais do distrito de Bragança a braços com dificuldades financeiras
  • 10 de Novembro de 2016, 10:36

De acordo com o Jornal Nordeste, no caso da Associação Comercial de Bragança. “há salários em atraso, dívidas ao banco de cerca de 50 mil euros e ao Município”.

Em Mogadouro, a actual direcção garante que já consegui reduzir a dívida de 34 mil euros que Associação Comercial tinha quando o actual presidente assumiu funções em 2015.

Já o presidente da Associação Comercial de Macedo de Cavaleiros garante que actualmente não têm dívidas e critica a sobreposição de interesses das associações.  

Em Bragança, a ACISB chegou a encerrar três meses em 2013, devido à falta de verba para pagar o montante exigido pelas finanças relativo ao IVA das obras realizadas no edifício sede da associação. 

Um processo que ainda decorre em tribunal mas que o actual presidente, Vítor Carvalho, espera que fique resolvido até ao final do mês. 

Actualmente, a dívida ao banco ronda os 50 mil euros, estão em atraso quatro meses de salários dos dois colaboradores que restam na associação e há um ano que a renda mensal de 500 euros não é paga ao município. 

Vítor Carvalho tem ainda esperança de arrancar com novos projectos brevemente. “Isso é algo que já vem do anterior governo, a questão do programa Portugal 2020 esteve parado e só agora começa a arrancar. Temos uma série de projectos que foram aprovados e que estão a aguardar pareceres e que irão arrancar a qualquer momento. Isso vai dar-nos algum conforto financeiro e estou convencido que será para breve e quando digo para breve, falo o final deste mês ou do próximo, ou seja, até ao final do ano”, referiu.

O mesmo acontece com a ACISM – Associação Comercial, Industrial e Serviços de Mogadouro. O presidente, Fernando Pais revela que já conseguiu abater a dívida que a associação tinha quando assumiu a presidência em 2015, o que diz ter sido possível graças a uma mudança na gestão da organização. “Sendo a associação uma entidade sem fins lucrativos e tendo por missão defender os interesses dos seus associados, deve ser gerida de forma criteriosa, como uma empresa”, destacou.

Por outro lado, o presidente da Associação Comercial de Macedo de Cavaleiros garante que actualmente não têm dívidas e critica a sobreposição de interesses das associações. “A coexistência é sempre benéfica, se cada um souber ocupar o seu lugar. O problema é quando nos começamos a atropelar e todos a fazer o mesmo trabalho, à procura dos mesmos empresários”, considera.

Rui Fernandes prepara-se para avançar com uma candidatura às eleições do próximo dia 25 de Novembro para novo mandato à frente da Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros, uma das mais representativas do distrito, que tem actualmente cerca de 300 associados.

Esta é uma reportagem que pode ler no Jornal Nordeste desta semana. Escrito por Brigantia.   

 

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