José Sócrates recebido em Bragança por cerca de 60 amigos e simpatizantes
O encontro de José Sócrates com amigos e simpatizantes, na sua maioria militantes do Partido Socialista, aconteceu no auditório da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB).
Confrontado pela Brigantia sobre a controvérsia que a sua presença gera, no seio dos socialistas, José Sócrates disse desconhecer essa situação e mostrou-se feliz por ter revisto alguns amigos. “Eu estava à espera de ver uma sala cheia de amigos meus e tive-a. Achei que foi uma sessão muito simpática…O Dr Calado foi muito simpático, estavam aqui todos os meus queridos amigos de há tantos anos e isso é suficiente e bastante. Não conheço nada disso, de questões internas do partido…”, frisou.
Na plateia, estiveram caras conhecidas do Partido Socialista do distrito, destacando-se a figura de Mota Andrade.
No entanto, houve outras figuras cuja ausência foi notada, como foi o caso do presidente da Federação Distrital do PS de Bragança, Carlos Guerra, ou dos autarcas socialistas, tendo marcado presença apenas o presidente do Município de Miranda do Douro, Artur Nunes e alguns presidentes de freguesias, como foi o caso do presidente da União de Freguesias de Izeda, Calvelhe e Paradinha Nova, Luís Filipe Fernandes ou do presidente da União de Freguesias de Freixo de Espada à Cinta e Mazouco, Raúl Ferreira.
Depois de apresentar o seu livro sobre Ciência Política, José Sócrates, não quis deixar passar a oportunidade de falar sobre o facto de ser arguido num processo, numa altura em que se assinalam dois anos da sua detenção. “Nós estamos num país, que se diz um estado democrático, que foi capaz de deter, de prender e de, ao fim de dois anos, não apresentar acusação. Há dois anos que protesto a minha inocência, que digo que essas alegações são falsas, injustas e absurdas… Há dois anos que denuncio o abuso da prisão, que denuncio um Estado em que ele próprio organiza, planeia e executa uma campanha de difamação contra as pessoas que persegue e há dois anos que não se apresentam nem factos, nem provas, nem acusação. Dá que pensar”, acrescentou.
O ex-primeiro ministro deixou ainda a mensagem à audiência de que está “em modo de luta e não de resignação”.
José Sócrates foi aplaudido por cerca de 60 pessoas no auditório da ACISB. Muitas delas participaram depois num jantar com ex-primeiro ministro, que decorreu no Restaurante Académico, em Bragança.
O livro “Dom Profano” foi apresentado pelo professor brigantino Fernando Calado, que recordou o trabalho de Abílio Beça e do Abade de Baçal, dando-os como exemplo de homens carismáticos do distrito de Bragança .Escrito por Brigantia.