Região

Falta de creches e amas em Vimioso obriga pais a levarem filhos para o trabalho

  • 21 de Dezembro de 2016, 11:02

Alguns pais não têm outra alternativa senão levar os filhos para o trabalho. É o caso de Mónica Pereira, que leva a filha Leonor, de 4 meses, para o supermercado onde trabalha.

“Tive quatro meses em casa sem ganhar nada e agora tive que ir trabalhar. Tenho que levar a minha filha para o trabalho até às 20 horas, que é o meu horário de saída”, contou a jovem, natural de Mogadouro, que casou em Vimioso. Mónica Pereira confessa que tem sorte em ter o apoio da gerente do supermercado, o que não acontece com todos os pais. “Enquanto eu estou a trabalhar é a minha patroa que cuida da minha filha, pega nela, dá-lhe de mamar e muda-lhe a fralda. As minhas colegas também me ajudam”, contou.

Mas mesmo aqueles que conseguiram vaga numa ama, não deixam de estar preocupados com esta situação. É o caso de Ana Rita, mãe de uma menina de 10 meses.

“Essa é uma das minhas grandes preocupações porque, caso a minha ama adoeça e tenha de meter baixa, terei de faltar ao trabalho pois não tenho onde deixar a minha filha de 10 meses”, referiu Ana Rita, que é natural de Pinelo e trabalha em Vimioso.

Já o presidente do Município de Vimioso, Jorge Fidalgo, garante que se tem “batido diariamente” para que seja possível abrir uma creche em Vimioso, lamentando que esse seja um entrave à fixação de jovens casais no concelho.

“Nós estamos a fazer um esforço enorme para manter as pessoas no concelho, mas depois não temos uma creche e os pais, muitas vezes, não têm onde deixar os filhos quando vão trabalhar”, constata Jorge Fidalgo.

O autarca vai mais longe e apela ao governo que “assuma os custos da interioridade”.

A distribuição de cheques no valor de mil euros por cada bebé que nasce no concelho, a oferta cabazes de artigos de puericultura e a comparticipação das vacinas fazem parte das estratégias de incentivo à natalidade e à fixação de jovens no concelho que o Município de Vimioso promove há quinze anos.

A autarquia espera que o governo central possa contribuir para a implementação deste tipo de políticas.

Este é o tema de uma reportagem que pode ler no Jornal Nordeste desta semana. Escrito por Brigantia.

 

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