Empresários brigantinos temem que alargamento do gasóleo profissional a todo o país possa retirar-lhes clientes
De acordo com Hélder Soares, responsável pelos postos de combustível da Chamauto, entres os quais dois em Bragança e um em Macedo de Cavaleiros, o aumento nos últimos meses do ano passado “foi de cerca de 1 a 2 por cento, comparativamente ao mesmo período do ano anterior”.
No mesmo sentido, vai a avaliação de João Monteiro em relação a este período experimental. O gestor da Petrotuela, empresa que tem dois postos de combustíveis em Bragança, refere que a diferença de preço para Espanha ainda existe, apesar da medida, mas que ainda assim ganhou alguns novos clientes. “Em termos de consumos no posto, não aumentaram. O posto tem perdido alguns clientes particulares habituais. Tivemos novos clientes de gasóleo profissional e, devido a isso, aumentou esse consumo, mas foi um aumento residual”, referiu.
Agora que a medida foi estendida ao resto do país os responsáveis destas empresas de combustíveis esperam para ver, mas João Monteiro teme que os poucos clientes que ganharam devido ao desconto possam deixar de escolher Bragança ou Macedo já que terão mais opções. “A medida foi boa. Com o alargamento a todo o país, vamos ver. Provavelmente, essas empresas, que não são de Bragança mas de outros concelhos como o Porto, podem passar a abastecer noutras zonas”, considera.
A medida de desconto em gasóleo para as empresas transportadoras foi implementada em Setembro de 2016 para contrariar a tendência de abastecer em Espanha.
De acordo com o Gabinete do ministro-adjunto, “no decurso do período experimental, que decorreu em quatro zonas de fronteira com grande movimento de transporte de mercadorias, registou-se um significativo aumento de vendas de gasóleo, de perto de 400 mil litros, entre Setembro e Novembro”.Escrito por Brigantia.Foto: expresso.sapo.pt.