Domingos António regressou aos palcos em Bragança no Teatro Municipal
Em entrevista à Brigantia, o pianista Domingos António referiu que não tem composto nos últimos e que este é mesmo o primeiro concerto nos últimos 4 anos.
“Já tenho idealizado algumas, mas nunca cheguei a colocá-las no papel. Já fiz algumas introduções e improvisações que gravei em cassetes e minidisc há uns anos, mas ultimamente não tenho tido ideias novas. Tenho estado parado porque estou a trabalhar num projecto audiovisual e não tenho tido muito tempo para compor. Também não tenho tido oportunidades para actuar em público nos últimos quatro anos, aliás, este foi o primeiro concerto em quatro anos”, explicou o artista.
No passado sábado, oitenta pessoas encheram a Caixa de Palco do Teatro Municipal de Bragança para o ouvir e aplaudir. Nascido dos Estados Unidos da América, estudou piano na Rússia, na escola que reconhece como fundamental para o seu nível de execução.
Apesar do reconhecimento atingido, não se identifica com a descrição de um génio:
“Não! Considero-me com talento mas não um génio. Eu acho que na música os génios não são reconhecidos. O que é reconhecido é a imagem e a projecção que o músico tem e a interacção com o público. Os génios só são reconhecidos depois da morte. Há algumas excepções, em que o são ainda em vida, mas nunca são compreendidos”, explicou.
O pianista Domingos António de regresso aos palcos em Bragança, um local que considera especial porque é a terra do pai e onde se sente sempre muito bem tratado. Escrito por Brigantia.