Região

Associação de Municípios da Terra Fria cria plano de adaptação às alterações climáticas

Associação de Municípios da Terra Fria cria plano de adaptação às alterações climáticas
  • 12 de Maio de 2017, 08:13

Ontem no lançamento dos trabalhos deste plano, no Brigantia Ecopark em Bragança, o presidente desta Associação de municípios e autarca de Bragança, Hernâni Dias, explica que este é um tema que preocupa estes municípios que por terem características semelhantes, esperam poder aplicar soluções semelhantes.

“É um área preocupante hoje em dia, sabemos que há fenómenos que anteriormente não aconteciam, como períodos de seca extrema, algumas situações em que há pluviosidade muito intensa que provoca inundações, para além do calor, do frio da neve e do gelo, como isso afecta todos os municípios da terra fria transmontana entendemos criar o plano para estarmos mais ou menos precavidos para situações dessas”, referiu.

João Medina, da SPI, a Sociedade portuguesa de inovação, que estará encarregue de elaborar este plano no prazo de cerca de 1 ano, refere que será inicialmente necessário estudar as vulnerabilidades da região relativamente às alterações climáticas e a predisposição para ocorrência de eventos climáticos extremos, apontando para já alguns fenómenos que foi possível observar no último ano.

“É um região com extremos muito fortes, com muito frio no Inverno e muito calor no Verão, que leva a períodos de seca mais frequentes e que tema as questões da agricultura e dos incêndios florestais associados, e no Inverno, em Janeiro e Fevereiro as temperaturas têm sido maiores que o normal, com pouco gelo e pouca neve, e que se chega a Abril já com períodos de floração, uma geada em Maio dá cabo das culturas”, frisa.

Este plano implicará que sobre essa base sejam implementadas medidas que permitam a convivência com os fenómenos mais adversos.

“Há as medidas cinzentas, de alterações nos espaços públicos e infra-estruturas, as medidas verdes da estrutura ecológica e dos ecossistemas e as medidas imateriais, como se mudam os processos para que as respostas sejam mais rápidas e eficientes”, apontou João Medina.

Terá de haver igualmente adaptação e reforço de meios da protecção civil. E espera-se que os investimentos previstos no plano de adaptação às alterações climáticas possam ser candidatados a fundos comunitários. Escrito por Brigantia.

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