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Diferença de custo entre ecopista e caminho-de-ferro no Tua seria de apenas 3,1 milhões de euros

Diferença de custo entre ecopista e caminho-de-ferro no Tua seria de apenas 3,1 milhões de euros
  • 13 de Junho de 2017, 08:08

Mas o mais grave para Daniel Conde é a diferença de 3,1 milhões de euros que separada a ecopista do regresso do caminho-de-ferro.

“Os autarcas disseram que vão candidatar o projecto ao Programa Valorizar, que, no máximo, garante um financiamento apenas de 400 mil euros. Ou seja, se custa 3 milhões, as câmaras municipais ainda têm de desembolsar 2,6 milhões. Ora, se considerarmos (e já fiz as contas há várias anos) a reabertura da Linha do Tua, entre Carvalhais e Bragança, também através de financiamento comunitário, caberia às autarquias pagar apenas 5,7 milhões de euros para reabrir a linha. Ou seja, entre 2,6 milhões e 5,7 milhões, estamos a dizer que por mais 3,1 milhões de euros estas autarquias conseguiriam reabrir a Linha do Tua até Bragança”, explicou.

O ex-coordenador explica que o que exige às autarquias, como cidadão transmontano, é que sejam realizados estudos antes de embarcar numa solução que intitula de “chapa 5”.

“Eu não peço às autarquias que reabram elas a Linha do Tua. O que peço enquanto cidadão transmontanos é que, pelo menos, façam um estudo, um projecto em que façam todos os cálculos, todas as perguntas. No final, que cheguem a uma conclusão: ou faz falta reabrir a linha ou não. Agora, dizer peremptoriamente, sem haver um estudo feito, um projecto feito com pés e cabeça e atirarem-se em soluções ‘chapa 5’ como são estas ciclovias, onde é fazer por fazer, sem jeito nenhum. Fica o canal complemente despido, uma pista de terra batida, que vai dar a nenhures, não tem interesse per si”, afirma.

Na opinião de Daniel Conde, esta solução chega a assemelhar-se a uma “brincadeira de mau gosto” para com a população local que fica na mesma sem transporte público com esta solução.

“Temos que pensar na quantidade de localidades que há, não só ao longo da Linha do Tua mas em todo o território do nordeste transmontano, que não são servidas por qualquer serviço de transporte público fora do período escolar. Parece que isto é tudo uma brincadeira, uma peta de Carnaval, para dizer a sexagenários e septuagenários: ‘pega na bicicleta e sempre que quiser ir ao centro de saúde vai aqui pela ciclovia abaixo’”, ironiza.

Daniel Conde disse ainda que considera estas construções não são incompatíveis com a linha-férrea, lembrando que a mesma opinião foi partilhada pelo vereador do PS de Macedo de Cavaleiros, Rui Vaz.

Considera de igual modo que cerca de 40 mil euros por quilómetro (num total de 3 milhões destinados para os 70 quilómetros entre Mirandela e Bragança) ou não é um valor real, e a obra vai sair mais cara, ou não está a contemplar todo o património ferroviário envolvente, por julgar o orçamento muito baixo, até quando comparado com estruturas semelhantes ao longo do país, que em média têm rondado os 100 mil euros/quilómetro. Escrito por Rádio Onda Livre (CIR).

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