Candidatos do BE em Vila Flor falam de “pressões por parte do poder instalado”
Visivelmente emocionado, fez um discurso sobre o seu percurso de vida na vila, Rui Guerra, disse que “lutar por Vila Flor é um desígnio e uma missão que nunca deixará de cumprir.”
“É possível a mudança, a actual situação de Vila Flor não é uma fatalidade”, explica o candidato, que desde 1989 era filiado no PS, porque se identificava com os ideais socialistas. Agora, aos 56 anos, diz que se sente “desiludido” com a liderança de 24 anos do PS, na sua terra e por isso decidiu que era preciso “fazer alguma coisa.”
Rui Guerra lamenta que Vila Flor tenha agora “pouco para oferecer”, obrigando os mais jovens a partirem “tristes e revoltados”. Diz que se sente desiludido “por ver a vila deserta e apesar de compreender que há jovens que querem voar para longe, há outros que gostariam de ficar aqui, onde têm as raízes, mas não se lhe dadas oportunidades nem incentivos.” O candidato explica que “as terras têm vida se tiverem gente”, vincando a inexistência de uma zona industrial em Vila Flor e a incapacidade do actual executivo para atrair investidores locais e de fora do concelho.
Num discurso onde fala de prioridades como o apoio ao desporto, a fixação de jovens, a criação de empresas e estratégias para aumentar o turismo, Rui Guerra denúncia também “pressões, por parte do poder instalado há vários anos.” “Isto deve acontecer em vários concelhos do país, onde o poder está instalado há muito tempo e que de algum modo se sente com poder a mais para fazer o que quer e lhe apetece. Isso significa, de forma directa ou indirecta, pressionar as pessoas para que não aceitem fazer-lhe oposição.”
Para a assembleia municipal de Vila Flor, a aposta do partido volta a ser Joni Ledo, que defende que “é hora da força do Bloco mudar o rumo do concelho. Para as juntas de freguesia no concelho de Vila Flor, o bloco não vai apostar este ano em muitos candidatos, segundo Rui Guerra, “vai esperar para fortalecer a estrutura e fazer essa aposta daqui a quatro anos.” Para já o nome avançado é Carla Gomes, para a União de Freguesias de Candoso e Carvalho de Egas.
Uma lista jovem, que Joni Ledo refere como uma alternativa ao poder instalado. Denunciando “pressões” sobre todos aqueles que apoiam outras opções além do actual partido que lidera vila, o jovem candidato à assembleia refere que “na mesa de voto ninguém nos vai tirar a liberdade democrática que o 25 de Abril nos trouxe”. Escrito por Brigantia