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Carlos Guerra pede “revisão total e profunda” do plano de ordenamento do Parque Natural de Montesinho

Carlos Guerra pede “revisão total e profunda” do plano de ordenamento do Parque Natural de Montesinho
  • 6 de Setembro de 2017, 09:18

Carlos Guerra que trabalhou no parque cerca de 15 anos tendo sido director gostaria de ver alterações profundas na gestão e critica o que considera ser uma operação de cosmética que está prevista para o Parque Natural de Montesinho.

Foi publicado em Diário de República um despacho que prevê uma revisão do plano de ordenamento, mas o socialista Carlos Guerra entende que tem limitações e que não prevê a compatibilização do modo de vida das populações e da defesa dos recursos naturais. “O conceito de desenvolvimento sustentável deve passar para um nível mais elevado, porque se perdeu a perspectiva que hoje os valores naturais existentes no parque são resultado do que as pessoas fizeram durante muitos anos que foi gerir aquele território”, frisou.

Para Carlos Guerra, o Parque Natural de Montesinho tem de voltar a ter uma gestão participada para que haja uma compatibilidade da actividade das populações com a preservação do património paisagístico e natural.

“Tem de haver de uma gestão participada pelas comunidades e pelos seus representantes. Penso que grande parte do conflito latente que existe entre as populações e o parque tem a ver não só com a redução absolutamente anormal da capacidade de investimento do PNM como também pelo facto de as autarquias terem sido completamente arredadas do processo de gestão da área protegida”, salientou.

O candidato do PS às eleições de 1 de Outubro considera ainda que as câmaras municipais devem assumir um papel mais proactivo na manutenção do parque.

“Se a administração central não tem capacidade para gerir o parque, as autarquias têm essa obrigação, é precisos manter a área protegida. E grande parte dessas competências podem e devem passar pelas autarquias”, sustentou. Segundo Carlos Guerra, a autarquia podia evitar o estado de abandono da sinalização, dos equipamentos de apoio à visitação, acolhimento, locais para piqueniques, parques de merendas e poderia ainda proceder à limpeza de caminhos e prevenção de fogos florestais. Escrito por Brigantia.

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