Produtores de castanha falam em “calamidade” por causa da seca e pedem apoio ao governo
Uma “calamidade” é assim que os produtores de castanha descrevem a actual situação do sector e pedem ao governo que os ajude a combater a crise que atravessam actualmente na produção devido à seca extrema.
Carlos Fernandes, presidente da associação de Produtores de Castanha Transbaceiro, em Bragança, afirma que esta “será uma tragédia para a economia da região”, que é a maior produtora de castanha a nível nacional e diz já ter pedido uma reunião urgente ao Ministério da Agricultura
“Queremos que o governo e autarquias locais encontrem medidas, dentro das possibilidades orçamentais, para atenuar os efeitos negativos da situação”,
A associação quer mesmo que o Governo “declare situação de calamidade pública” e propõe várias medidas de apoio aos produtores e “o pagamento antecipado, o mais rápido possível, dos subsídios e apoios agrícolas, a suspensão das contribuições para a segurança social de todos os produtores que estejam na situação de activos e a redução do preço da água em 50%, quando utilizada para fins agrícolas”, frisou.
Há muita castanha mas de calibre muito baixo, o que levanta problemas na hora da comercialização
Carlos Fernandes não está nada optimista e arrisca mesmo em dizer que se não chover, a perda na produção é total.
Os cerca de 20 produtores presentes apoiam a associação até porque este ano a falta de procura por parte dos intermediários, está a ser uma grande dificuldade para escoar a produção, até mesmo da castanha que ainda vai tendo alguma qualidade.
A associação de Produtores de Castanha Transbaceiro, junta produtores de quatro aldeias, onde mil toneladas de castanha eram o rendimento de 160 famílias e que em campanhas de colheita normal significava uma quantia de 1 milhão e meio de euros. Escrito por Brigantia.