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Carlos Guerra considera que o potencial do Douro está a ser desperdiçado no sul do distrito

Carlos Guerra considera que o potencial do Douro está a ser desperdiçado no sul do distrito
  • 7 de Novembro de 2017, 10:25

Com a existência, há muitos anos, na região de infra-estruturas fluviais e ferroviárias, na opinião de Carlos Guerra a actual situação é “um desperdício” desses recursos.
“A navegabilidade do Douro existe, a linha férrea do Douro existe, o IP2, como acesso fundamental pela zona sul do distrito, também existe. O problema é que falta sempre qualquer coisinha.”
Dá como exemplo a falta de possibilidade dos barcos de mercadorias virem até ao pocinho, não tem dúvidas de que esta mudança só traria benefícios pois representa muito mais do que outros transportes a nível de capacidade de carga, Carlos Guerra não tem duvida que é um potencial que deveria ser aproveitado.
“ Um barco de 1200 toneladas que pode passar, que tem o mesmo calado de serviço que um barco de passageiros, representa qualquer coisa como 50 camiões.”
Carlos Guerra é seguro ao dizer “que é preciso dar o salto” e fazer funcionar aquela que é “uma solução multimodal”, aproveitando para dizer que tem a mesma opinião sobre a recuperação de troços da ferrovia do Douro.
“Nós até parecemos um país muito rico que até nos damos ao luxo de fechar troços da ferrovia, quando esta é uma peça fundamental no escoamento das mercadorias. Se não há mercadorias, não há população. O que produzimos e o que importamos traduz-se claramente naquilo que é potencial económico da nossa população”, analisa. A lógica é simples, quanto mais se conseguir movimentar mais população há, “essa é a forma de combater a desertificação, de que tanto nos queixamos.”
Optimista Carlos Guerra, afirma ainda que ”o nordeste transmontano “é uma região rica que tem recursos minerais, agrícolas, tem um potencial florestal significativo e o que lhe falta é ter capacidade de infra-estruturas que permita o escoamento.” O socialista espera ainda que este governo tenha mais atenção a estes territórios para que os possa transformar em territórios mais produtivos e de média densidade. Escrito por Brigantia

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