Projecto de restauro e conservação do Parque Natural do Douro Internacional com dotação de 900 mil euros
“O que este plano prevê é uma dotação de aproximadamente 900 mil euros, uma equipa no terreno de cinco homens e mulheres que estão neste momento a ser contratados e uma vez que o douro internacional foi uma das áreas que foi também percorrida por incêndios trata-se de um projecto que contém acções muito importantes de conservação e de restauro dos habitats que arderam e principalmente os zimbrais que foram severamente afectados”, afirmou.
A avifauna do Parque Natural do Douro Internacional também vai merecer atenção neste projecto.
Este ano, arderam no concelho de Miranda da Douro cerca de 500 hectares, nomeadamente em Picote.
O presidente do município, Artur Nunes, diz-se satisfeito com a intervenção prevista para a área queimada.
“Esta intervenção mostra de facto que aquele território é de grande valor ambiental e isto mostra que Picote é de facto um pilar importante de todo o parque do Douro Internacional”, referiu.
O projecto prevê a criação de uma brigada de sapadores florestais, composta por cinco elementos, para a vigilância e primeira intervenção na área do Parque Natural.
O presidente do Município de Mogadouro, Francisco Guimarães aplaude a iniciativa.
“Temos tês áreas definidas de restauro, uma no concelho de Miranda do Douro, uma em Freixo de Espada à Cinta e outra no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo que em 2017 foram as áreas mais atingidas pelos incêndios, protegendo também aquela que é a maior área de sobreiral e azinhal que existe na Península Ibérica. E será criada um equipa que irá fazer a prevenção e vai ficar sediada em Mogadouro, o PNDI não tinha uma equipa de prevenção permanente e irá passar a ter um corpo nacional de sapadores florestais”, adiantou.
Segundo dados do Governo, no ano de 2017 foram registadas a área do Parque Natural do Douro Internacional 15 ignições que afectaram uma área estimada de 400 hectares, da qual cerca de 30% reunia um elevado valor ambiental. Escrito por Brigantia.
Foto:Luís Preto (Facebook)