A área das telecomunicações é o sector em que os portugueses mais reclamam
A DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor recebeu 405 mil reclamações no ano de 2017. No ano de 2016 recebeu 460 mil queixas verificando-se uma diminuição nas reclamações.
Vamos a números, no ano de 2017, no que diz respeito a telecomunicações, área onde se destaca o maior registo de queixas: 42,339. Relativamente a compra e venda de produtos o número registado é de 26,194. Na área da energia e água o valor é de 21,670. Já no campo dos serviços financeiros o número de reclamações é de 20,756 .
No ano de 2016, as reclamações nas telecomunicações lideraram o ranking com um valor de 45,515. No sector da energia e água as reclamações registou-se um valor de 27,708. Na área da compra e venda de produtos o valor de queixas é de 27,430 e por fim nos serviços financeiros o valor registado é de 26,451.
Mariana Almeida, jurista da DECO desta instituição explica se registou uma diminuição nas queixas, sendo a área das telecomunicações o sector com o maior número de reclamações. “Nesta zona do interior temos a indicação e nos últimos anos chegam à DECO algumas questões relacionadas com a TDT – serviço de televisão digital terrestre “. Apesar de ainda existirem algumas sombras em que o sinal digital não chega à casa das populações, não têm sido realizadas queixas com a ajuda da DECO. “O TDT não têm sido alvo de queixas significativas”, acrescenta a jurista da DECO.”As pessoas tem apresentado as suas angústias, principalmente nessa região mas isso não representa de todo um valor significativo no número de reclamações que são apresentadas nas telecomunicações” destaca a jurista.
Já em Bragança, fomos perceber se os brigantinos reclamam. Cristina Alves, empresária, de 44 anos, refere que tem realizado algumas queixas directamente às instituições derivado a serviços muito mal prestados, mas confessa que não costuma recorrer à DECO para a auxiliar nesse processo. Avelino Costa, de 72 anos, refere que não costuma reclamar porque tem poucos motivos para o fazer, tal como José Nunes que não lhe agrada reclamar.
Escrito por: Brigantia