Movimento pelo Interior discute em Bragança estratégia para minimizar desigualdades territoriais
“Tratar uma parte do interior do pais como se tratou ao longo dos últimos 40 anos o processo da insularidade, com a atribuição de um estatuto jurídico de interioridade a estes territórios e, ao mesmo tempo, que esses territórios pudessem vir a beneficiar de medidas fiscais radicais, como por exemplo, a nível empresarial, do IRC, que poderia ser gradual, à medida que o tempo ia passando, mas também uma redução do IRS para os cidadãos que se fixem no interior, a questão da aplicação da derramas às empresas”, referiu.
O presidente propõe mesmo a redução de 50 por cento do IRS. “O facto de eu estar a propor uma redução de 50% nos 95 % que o Estado arrecada para si próprio, relativo àquilo que é o rendimento dos cidadãos, seria extremamente benéfico porque poderíamos ter a possibilidade de deixar aqui, anualmente, 15 milhões de euros nos cidadãos de Bragança”, explicou.
Estas foram algumas das medidas apresentadas no âmbito da primeira conferência do Movimento pelo Interior que decorreu em Bragança. Esta causa é um conjunto de vontades de um grupo de sete personalidades de vários quadrantes sociais e políticos que pretende mudar as políticas para o interior, de forma a colmatar as desigualdades com o litoral.
Este movimento tem o Alto Patrocínio do Presidente da República e pretende apresentar seis medidas que serão discutidas ao longo de 6 conferências pelo país.
Um dos proponentes, deste movimento é Álvaro Amaro, Presidente da Câmara Municipal da Guarda e também presidente dos autarcas Sociais-democratas que defende que as propostas têm que assentar em três eixos fundamentais: educativo, mais incentivos fiscais para o interior, e a deslocalização de serviços do estado para este território menos desenvolvido.
“A política educativa ou mais estado nos territórios ou mais incentivos fiscais para que se fixem empresas, e com isso haja mais emprego, pensamos que são três eixos fundamentais para isso. A partir daqui, tudo o que possamos discutir de Janeiro até Junho, é algo que vamos estimular com essa discussão, aprender com o debate e depois ter essa capacidade de síntese”, adiantou.
6 políticas públicas que num prazo de 12 anos, ou seja, três legislaturas, possam ter a sua aplicação no terreno de forma a reverter a situação do interior.
A última sessão vai decorrer, em Lisboa, em Junho para apresentar a síntese das 6 conclusões ao Presidente da República, primeiro-ministro e todos os líderes partidários. Escrito por Brigantia.