Projecto da Aldeia Pedagógica chega a mais três localidades
O objectivo é estes serem espaços de aprendizagem das tradições mais antigas e de partilha de saberes. João Cameira, presidente da Azimute – Associação de Desportos de Aventuras, Juventude e Ambiente, que é a promotora deste projecto, explica que uma aldeia pedagógica é “o aproveitamento dos saberes ancestrais que existem na aldeia, tentando potenciá-los e valorizá-los”. “Trabalhamos com as pessoas para que elas mostrem e demonstrem os saberes que tinham a públicos novos, sejam crianças o turistas”, acrescentou.
No projecto foram envolvidos agentes locais, juntas de freguesia, associações e os habitantes destas aldeias, que se transformam em mestres e são a bússola dos visitantes numa viagem pela história e tradições das Aldeias Pedagógicas.
O impacto nos habitantes tem sido bastante positivo, segundo João Cameira.
“A motivação é grande, as pessoas estão a ser desafiadas e têm acolhido bem a ideia e as actividades que temos proposto. Em termos de impacto, podemos avaliar o que vem da aldeia de Portela, que teve uma avaliação em contínuo por parte da Universidade Católica durante 15 meses e os resultados foram bastante positivos. Ficou provado que as actividades que fazem e as visitas que recebem acabam por fomentar um envelhecimento activo e com qualidade de vida”, destacou.
No âmbito da iniciativa, já foram promovidos 3 workshops de serigrafia, nas três novas aldeias, com os quais os participantes ganharam novas competências nesta área para ensinar aos visitantes das aldeias.
O projecto Aldeias Pedagógicas é uma candidatura em parceira com a Fundação Calouste Gulbenkian, o Município de Bragança e Município de Vimioso.
Um projecto que replica a Aldeia Pedagógica de Portela, criando mais três aldeias. Escrito por Brigantia.
Foto: Azimute.