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Macedo de Cavaleiros recebeu Encontro Nacional de Geoparques

Macedo de Cavaleiros recebeu Encontro Nacional de Geoparques
  • 17 de Abril de 2018, 08:56

“É um ano de avaliação, e dependendo da positividade, ou não, dessa avaliação, nós renovaremos o selo da chancela UNESCO, de Geoparques Mundiais. Este é um fórum, que é a primeira vez que é promovido fora da Capital, fora do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o que é um sinal positivo de descentralização. Vir para o território, fazer intercâmbio, troca de conhecimentos e informação, e ao mesmo tempo, termos aqui avaliadores Internacionais que vão permitir que nós façamos um pré-teste e ter a noção daquilo que temos bem e daquilo que está menos bem. Por isso, este fórum realizado aqui no território foi muito importante”, destacou.

Partilhar conhecimentos e fomentar o início de novas práticas, bem como, investir para que as comunidades reconheçam a importância dos geosítios, são alguns dos objectivos deste tipo de encontros. Quem o diz é Elisabeth Silva, Coordenadora do Fórum Português de Geoparques Mundiais da UNESCO.

“Um dos grandes objectivos do fórum é a partilha de conhecimentos e de boas práticas, e este tipo de encontro permite exactamente isso. Termos aqui Geoparques pertencentes à Rede Mundial de Geoparques e Geoparques aspirantes, permite exactamente esse intercâmbio de conhecimento e aprendizagem, e podermos constatar que todos os Geoparques podem ter as suas dificuldades e desafios mas que, certamente em conjunto, podem ser identificadas soluções ou exemplos de boas práticas que podem ser replicadas noutras zonas e regiões, que são chanceladas pela UNESCO como Geoparques Mundiais. Nós todos, também somos um pouco embaixadores do que é o grande objetivo dos Geoparques, que é dar a conhecer uma parte da história do planeta Terra para que as pessoas valorizem o que aqui existe. Mais do que os visitantes, que sejam os locais, os primeiros a reconhecer o valor. Os cientistas já o fizeram, por isso estes locais estão todos referenciados como Geosítios”, destaca.

Artur de Sá, Coordenador da cátedra UNESCO – “Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentado e Estilos de Vida Saudáveis”, refere que um Geoparque está em constante desenvolvimento e o Terras de Cavaleiros, não é excepção.

“Um geoparque é um território que se constitui como um desafio permanente. Todos os dias, há coisas a fazer, há algo a melhorar, aqui não foge à regra, felizmente. O grande desafio neste território de Terras de Cavaleiros, é que, tendo características que são únicas na geologia de Portugal, e até Mundial, é uma geologia que muitas das vezes é complicada de ser transmitida. Há trabalho que foi feito ao longo destes últimos quatro anos, há trabalho que necessita de continuar a ser feito. Esse é um desafio em permanência, quer para os cientistas, a coordenação científica, quer para a equipa técnica”, frisou.

E em ano de avaliação, analisar a geologia e geografia do local, e perceber de perto as aspirações dos habitantes do território, são pontos essenciais para os avaliadores, considera ainda, Artur de Sá.

“Os avaliadores vêm ao terreno, ver em que medida é que foram cumpridas as recomendações que foram feitas há quatro anos. Isso é a primeira coisa que vão pedir, que sejam informados e depois vão pedir para ver.

Ver o território a funcionar como um todo, esta visão holística que é característica dos geoparques. O património geológico, em conjugação com o restante património natural e funcionando de forma articulada com as pessoas. O mais importante num geoparque são as pessoas, quem cá vive. Os avaliadores vêm muito atentos, vão falar com as pessoas, com o cidadão comum”, destacou.

Também neste Encontro Nacional de Geoparques estiveram presentes membros de Geoparques aspirantes. O último dia do encontro contou com uma visita aos geosítios do Geoparque Mundial da UNESCO Terras de Cavaleiros. Escrito por rádio Onda Livre (CIR).

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