A Câmara Municipal de Mirandela vai estabelecer um contrato de comodato para o edifício da antiga estação da CP
A presidente do Município de Mirandela revela que o executivo vai optar por assegurar esse imóvel emblemático através de um contrato de comodato com a CP e a Infraestruturas de Portugal (IP), ficando a requalificação a cargo da autarquia. “Quando tomei posse tinha a consciência, porque foi vinculado que tinha sido adquirido pelo município, por 900 mil euros, o edifício da CP. Mas não foi isso que veio a acontecer. Não existe qualquer compra da estação de caminhos-de-ferro e essa também é uma das nossas prioridades. Já tivemos reuniões com o senhor secretário de Estado, com a CP que já nos veio visitar e também com os dirigentes das Infra-Estruturas de Portugal. Esta reunião decorreu no sentido de fazermos um protocolo, para que em vez de estarmos a suportar um encargo de um milhão de euros, possamos criar aqui um regime de comodato, sem direito a rendas, a troco da requalificação do edifício” esclareceu Júlia Rodrigues.
Para já, não há uma calendarização para a realização do referido protocolo, mas Júlia Rodrigues garante que deverá ser para breve. A ideia continua a ser a de transformar aquele imóvel numa casa de arte e cultura e recuperar toda a zona envolvente transformando-a num corredor verde, acrescentou Júlia Rodrigues. Recorde-se que, em Fevereiro de 2017, a Newsletter do site oficial do Município de Mirandela anunciava que a autarquia, então liderada por António Branco, tinha chegado a acordo com a CP e com a IP para adquirir a Estação da CP e regularizar os terrenos envolventes, por uma quantia a rondar os 850 mil euros. No entanto, em Novembro do ano passado, a presidente do Município de Mirandela acusou o ex-autarca de não ter contado a verdade sobre o processo. Júlia Rodrigues denunciou que, ao contrário do que passou para a opinião pública, a antiga estação da CP “não foi comprada pela autarquia”, acrescentando ainda que “nem tão pouco existe qualquer documento comprovativo que indicie algum acordo negocial com a CP e a Infra-estruturas de Portugal”. Por seu lado, António Branco garantiu que “o acordo existe e que só faltava ser assinado”. Agora o que vai acontecer é um contrato de comodato em que a autarquia fica com o imóvel e será responsável pela requalificação. Não foi ainda revelado o montante que será gasto nessa intervenção.
Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)