Terminou a Feira das Cantarinhas que coloriu o centro histórico da cidade de Bragança
Esta feira secular contou com a presença de milhares de visitantes.
André Sousa, de Bragança disse à Rádio Brigantia que a Feira das Cantarinhas é uma feira muito antiga. “A feira sempre foi emblemática. Tem um significado que foi transmitido pelos meus pais e pelos meus avós, que era uma feira tradicional onde são vendidos produtos muito bonitos tanto na Feira de Artesanato, como na Feira das Cantarinhas” contou André Sousa.
Manuel Pais, é emigrante em França, mas é natural de Rebordainhos, Bragança e destacou que este evento é muito bom para o concelho e para o distrito.
Maria dos Anjos da Guarda veio a convite de uns amigos da cidade e pensa voltar nos próximos anos.
Os feirantes queixam-se que as vendas podiam ser melhores.
Julieta Alves, é produtora de artesanato decorativo, e é a última produtora de cantarinhas de Pinela, Bragança. Contou que há vinte anos que participa e é sempre uma boa feira. Ute Barten, uma das expositoras da feira contou que não foi o «boom» que está habituada. Amadeu Carvalho, vendedor de produtos de estanho, referiu que as suas vendas estiveram fracas e que de ano, para ano, as vendas têm vindo a diminuir.
O autarca da cidade de Bragança, Hernâni Dias faz um balanço positivo e reafirma que a mudança da data foi uma boa aposta: “Um balanço muito positivo, com muitos milhares de pessoas que vieram à feira com uma garantia clara que a mudança de data foi acertada, tendo em conta o feedback que nos chegou de muitas pessoas. Havia muita gente que não tinha oportunidade vir à feira quando não era num fim-de-semana e agora tem essa oportunidade. Também há que realçar que os feirantes fizeram um bom negócio, com muita gente nas ruas e o tempo também ajudou”.
Esta festa das cantarinhas é uma feira secular e reza a história que era nesta data que tinham início os namoricos com a oferta da cântara dos rapazes às raparigas.
Escrito por Brigantia