Governo vai mesmo reconduzir planos de ordenamento dos parques naturais
“Este plano vai mesmo ser reconduzido, iniciámos este trabalho para os 14 parques do país, porque decorre da lei de bases do ordenamento do território e também consideramos necessário dotar as áreas protegidas de planos formatados para que possam depois de uma forma mais simples ser transpostos para os planos directores municipais”, referiu a governante.
No entanto, Célia Ramos garante que as populações e entidades locais vão ser ouvidas no processo que deve ser aprovado até ao final deste ano. “É muito importe sublinhar que não estamos a fazer este trabalho contra as populações, queremos fazê-lo com as populações, de tal modo que com o despacho que fiz para iniciar o trabalho está lá clarinho que deve ser envolvido o conselho estratégico de cada área protegida, no qual têm assento as associações de produtores e de agricultores, de produtores florestais e todos os agentes que possam melhorar os conteúdos destes planos, queremos ouvir as pessoas”, assegurou.
A secretária de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza admite que os planos de ordenamento, apesar de reconduzidos na generalidade, vão ser adaptados.
De acordo com Célia Ramos, o Governo está empenhado em manter um diálogo e um trabalho articulado, tendo mesmo a intenção de alargar um projecto-piloto de co-gestão desenvolvido no Tejo Internacional, que implica juntar ao Instituto de Conservação da Natureza e Floresta os municípios, universidades ou politécnicos, organizações de produtores, associações de baldios e outros como organizações não governamentais, para que cada uma das instituição possa “dar o melhor que têm para cada uma das áreas protegidas”.
Os planos especiais das áreas protegidas estão neste momento a ser elaborados, tendo uma comissão de acompanhamento. Escrito por Brigantia.