Lisboa acolhe o IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro
O objectivo da iniciativa prende-se em debater propostas concretas para dinamizar o interior como salienta Hirondino Isaías, presidente da direcção da Casa de Trás-os-Montes.
“O objectivo é debater um conjunto de propostas em diferentes áreas, desde a agricultura, ambiente, floresta, portanto, temas de extrema importância para a região em que vamos fazer propostas para o futuro da nossa região” destacou Hirondino Isaías.
Outro destaque da programação deste simpósio é a publicação inédita de uma antologia de 150 autores transmontanos, como Balbina Mendes, José Rentes de Carvalho e António Chaves.
“Para além disso, no dia 25, às 18h00, vamos lançar e proceder à apresentação de uma antologia com textos inéditos de 150 autores transmontanos e alto durienses, assim como, escritores da diáspora transmontana, numa obra de 950 páginas com 35 capítulos. Também está garantida a participação desses escritores no congresso” sustentou o presidente da direcção da Casa de Trás-os-Montes.
Relativamente a este congresso, Filipe Costa do DORBA PCP de Bragança, criticou o facto de se realizar em Lisboa.
“Quanto ao facto de se realizar em Lisboa, ilustra e retrata essa imagem de esvaziamento da região e traduz uma operação de branqueamento de responsabilidades de todos aqueles que, na região e em Lisboa levaram a cabo as políticas que levaram a região à situação em que se encontra” destacou Filipe Costa.
O presidente da Casa de Trás-os-Montes diz que “a partir do momento que se realizasse o congresso em qualquer um dos municípios, os outros 34 ficariam prejudicados. Isto não se trata de centralismo, como fomos acusados, mas de dar oportunidade às pessoas que gostam muito da nossa terra, que por diversos motivos tiveram de se deslocar para os grandes centros”.
O IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro vai terminar no domingo e conta com 25 stands com venda de produtos endógenos.
Escrito por Brigantia