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Mais uma manifestação ibérica anti-nuclear contra a abertura de uma mina a céu aberto em Retortillo

Mais uma manifestação ibérica anti-nuclear contra a abertura de uma mina a céu aberto em Retortillo
  • 8 de Junho de 2018, 15:49

Do programa desta iniciativa para o dia 9 de Junho em Salamanca consta um debate sobre a Energia Nuclear, uma Assembleia do Movimento Ibérico e pelas 17h30, Salamanca vai ser palco de uma marcha a pé de cerca de 1 Km. Nuno Sequeira, da Quercus, membro da direcção nacional, destaca que com a manifestação exige-se que o novo Governo Espanhol tome medidas no sentido de colocar em marcha o encerramento das centrais nucleares em Espanha, Almaraz incluída, e não autorizar a exploração de urânio em Retortillo, a curta distância de Portugal: “O novo governo espanhol foi empossado muito recentemente. Antes o governo do PP, foi sempre ao longo dos tempos, muito conivente com as empresas nucleares espanholas. Hoje em dia, este governo, que é apoiado com uma maioria muito diversificada, por isso existe muita expectativa daquilo que poderá vir a acontecer. Pretendemos que estabeleça correctamente as suas prioridades, no sentido de desmantelar e encerrar estas centrais faseadamente”.

O objectivo é a suspensão imediata deste processo: “o antigo governo espanhol ignorou, completamente, os direitos de Portugal e não realizou sequer uma avaliação de impacto ambiental transfronteiriça. O que se espera é que, o actual executivo em funções suspenda o processo e discuta, novamente este projecto, realize uma avaliação de impacto ambiental transfronteiriça e oiça os organismos portugueses, optando pela não entrada em funcionamento deste projecto tão impactante” disse Nuno Sequeira.

Esta é mais uma manifestação desta vez em Salamanca, contra a abertura das Minas de Urânio de Retortillo, que se encontra a 40 quilómetros da fronteira portuguesa, pela empresa Berkeley. O projecto poderá assumir perigos ambientais, como a contaminação das águas do Rio Douro, e afectar assim o território português, nos municípios raianos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Figueira de Castelo Rodrigo, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa.

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