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Praia do Azibo recebe acção de sensibilização contra cancro da pele

Praia do Azibo recebe acção de sensibilização contra cancro da pele
  • 10 de Julho de 2018, 08:51

Alertar para as consequências de uma exposição inadequada aos raios solares foi um dos principais objectivos, explica Carlos Marques, Director dos Serviços de Dermatologia do Hospital de Vila Real.

“Viemos aqui para alertar as pessoas dos perigos do sol. Não pretendemos que as pessoas fiquem em casa todo o dia quando está sol, nem dizer que o sol é nosso inimigo. Importante é saber conviver com o sol, porque é uma radiação ultravioleta cancerígena. Sempre que estamos ao sol a horas inadequadas, de forma não apropriada, corremos riscos, como por exemplo, a pele que envelhece mais precocemente e, que é mais grave, provocar cancros cutâneos a longo prazo ”, referiu.

Osvaldo Correia, presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, deixa o aviso sobre a importância de estar atento ao nível dos índices ultravioletas, o principal causador de queimaduras na pele.

“O país está em níveis de índice ultravioleta muito elevados, é muito importante que se consulte o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, quando procurarem a temperatura, procurem o valor dos índices ultravioletas. Podem existir temperaturas amenas com ultravioletas elevados, que são os factores principais para a existência de queimaduras. Há que perceber também que o protector solar não pode dar falsa segurança, que a melhor hora para a exposição é aquela em que a sombra é aumentada, ou seja, a nossa sombra está maior que nós próprios; há que lembrar também que o chapéu e a camisola são muito importantes; e alertar para o facto de que não se apanha sol apenas na praia”, salientou.

Uma iniciativa que acontece há 16 anos, não só em praias marítimas como também em locais de trabalho propícios à exposição solar.

E este ano é a primeira vez que este alerta chega às praias fluviais do interior.

E descobrir que algo está diferente na pele, é o indício para procurar ajuda especializada, aconselha Carlos Marques, Director dos Serviços de Dermatologia do Hospital de Vila Real.

“Devemos ser observadores e conhecer a nossa pele, é fundamental. Todos nós devemos saber que sinais temos no corpo. Isto para que, se em determinada altura surgir um sinal ou mancha nova, ou se os que temos alterarem, conseguirmos identificar.

Uma pessoa na idade adulta, especialmente que tenha muitos sinais, se lhe aparecer algo de novo, aí sim é muito importante estar alerta, esse será o nosso foco”, destacou.

O cancro cutâneo tem vindo a aumentar ao longo do tempo e são diagnosticados cerca de 12 mil novos casos por ano. Escrito por Onda Livre (CIR).

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