Confederação Nacional de Caçadores Portugueses contesta reforma à lei das armas
Duas medidas que Fernando Castanheira Pinto, o presidente da Confederação Nacional de Caçadores Portugueses, critica porque pode levar à degradação do património dos caçadores, no caso do limite de 25 armas.
“Consideramos que o que está aqui em causa é uma tentativa de degradação do património das próprias pessoas. Aliás, esta medida até me parece que possa ser inconstitucional. Ter 30 ou 40 armas, desde que cumpra com as normas de segurança para as poder ter no domicílio, à semelhança das normas de um armeiro. Não nos parece que possa existir qualquer fundamento para limitar o número de armas que cada pessoa possa ser possuidora”, critica o presidente da Confederação Nacional de Caçadores Portugueses.
No que diz respeito à eliminação da licença de detenção, Fernando Castanheira Pinto exemplifica que em casos de herança, existiram pessoas por razões sentimentais gostariam de ficar com as armas.
“Nestes casos concretos, por exemplo, em situações de herança em que as armas se encontram num armário ou numa caixa forte. O Estado pretende terminar com essas licenças de detenção. Tal, vai obrigar a que muitas pessoas se desfaçam dos seus bens, num determinado tempo, previsto para dois anos. As pessoas vão vender as armas ao desbarato ou vão entregar a favor do estado o que nos parece muito mau”, acrescentou Fernando Castanheira Pinto.
O presidente da Confederação Nacional de Caçadores Portugueses defende que estas medidas poderão incentivar a ilegalidade e que o limite do número de armas não faz parte da directiva europeia. Escrito por Brigantia.