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Maior percentagem de professores em mobilidade por doença é registada no Norte do país

Maior percentagem de professores em mobilidade por doença é registada no Norte do país
  • 7 de Setembro de 2018, 09:31

No quadro de zona pedagógica 2, que inclui os distritos de Bragança, Vila Real e a zona do Douro Sul, 1347 professores pediram mobilidade por doença, o que inclui doença do próprio, de ascendentes ou descendentes, quando em Lisboa há menos de 250 professores que recorrem a este mecanismo. O secretário de Estado da Educação, João Costa, admitiu ontem em Bragança que há dificuldade de fiscalização devido ao elevado número de casos. “É um problema complexo por duas razões. Primeiro porque, claramente algo que se passa a Norte, porque é nos quadros de zona pedagógica do Norte que temos os mais elevados pedidos de mobilidade por doença. Há alguma dificuldade de fiscalização porque, dado o volume das mobilidades, nem sequer conseguimos ter juntas médicas para avaliar todos mas há sempre um processo de acompanhamento para detectar casos que possam não ser razoáveis. Há um acompanhamento por parte dos nossos serviços para ir avaliando cada uma das situações e por vezes há denúncias que são sempre alvo de inspecção e averiguação.

O secretário de estado da educação referiu que não está em discussão qualquer alteração à abrangência geográfica do quadro de zona pedagógica, no entanto, João Costa destacou que depois do concurso deste ano haverá mais estabilidade para os professores. “O que nós temos tentado garantir, nestes últimos dois anos, através, sobretudo, da vinculação extraordinária é que conseguimos fixar as pessoas nas escolas e nos quadros de zona e é muito importante que quando eu concorro a uma escola depois queira lá ficar. O facto de termos este concurso, infelizmente este ano tivemos que o repetir, mas agora teremos uma estabilidade de quatro anos. Neste momento, os professores colocados ficarão por quatro anos nas escolas, e isso é bom para garantir estabilidade. Também é muito importante para as escolas”.

Declarações ontem em Bragança, no III Encontro de Boas Práticas Educativas. Uma iniciativa que segundo Elisete Afonso, a Directora do Centro de Formação da Associação de Escolas Bragança Norte, tem cada vez mais participantes. “Cada vez vai aumentando mais o que nos vai obrigar, posteriormente, a adoptar um novo figurino e é transferir-nos para outro espaço porque este já começa a ser demasiado exíguo para acolher este público todo. A formação contínua é indissociável do desenvolvimento profissional e por conseguinte do desenvolvimento da escola e por conseguinte das aprendizagens dos alunos”.

Entre ontem e hoje, 350 docentes participaram neste Encontro de Boas Práticas Educativas na escola Emídio Garcia, em Bragança.

 

Escrito por Brigantia

 

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