Benjamim Rodrigues vai voltar a realizar cirurgias na ULS Nordeste
O esclarecimento foi feito na última assembleia municipal após o assunto ter sido muito comentado e algumas críticas nas redes sociais. Mas apesar disso na assembleia a decisão foi bem recebida até pela oposição, o que não surpreendeu Benjamim Rodrigues. “Tinha havido algumas manifestações nas redes sociais. Já esperava que houvesse esta reacção. Temos que ver que eu não deixo de trabalhar a tempo inteiro. Vou apenas utilizar umas horas mas que não vão prejudicar o meu exercício. Faço depois horas a mais. Estamos a falar de 3/4 horas durante a semana ou de 15 em 15 dias, não sendo todas as semanas, provavelmente. Sempre que eu tenha oportunidade irei dar uma ajuda. São horas que posso acumular mais tarde, é um dia em que faço, por exemplo, reunião de executivo à noite, de forma a compensar”, explicou.
A falta de médicos ortopedistas na Unidade Local de Saúde do Nordeste foi o que motivou o regresso do ortopedista ao trabalho de cirurgião, tendo de exercer sem qualquer remuneração monetária, visto que tal seria incompatível com o cargo político.
Na assembleia, o relatório final da assessoria económica e financeira do município de Macedo de Cavaleiros confirmou ainda que a dívida da câmara é de quase 22 milhões de euros. “O que transparecia para a opinião pública é que a dívida seria de 16,7 milhões de euros, mas de facto, entre o que está omisso, o que não está contabilizado, o não cabimentado e está em dívida, perfaz os tais 22 milhões”, garantiu.
O PSD apresentou uma moção, aprovada por unanimidade, a pedir a requalificação da estrada nacional 217, entre uma das novas pontes que substituiu a de Remondes, Mogadouro, e a aldeia de Lagoa, devido ao mau estado de conservação, como explicou Carlos Carneiro o líder da bancada parlamentar dos social-democratas. “Com a construção da nova ponte da EDP ainda se degradou mais o piso, mas ao mesmo tempo também aumentou o fluxo de transito, nomeadamente quem se desloca entre Macedo e Mogadouro, entendemos que era o momento certo para pedirmos alguma intervenção urgente para aquele troço, que é o mais degradado”, afirmou.
Esta foi a primeira assembleia municipal descentralizada de Macedo de cavaleiros e decorreu na aldeia de Arcas, uma iniciativa que agradou à população.
“Tinha em curiosidade em ver o que se passava ali, o que eles discutiam. Acho óptimo as pessoas das aldeias terem conhecimentos de coisas e ouvir o que os nossos políticos têm para dizer”, referiu José Jecas, habitante de Arcas.
As assembleias descentralizadas vão acontecer duas vezes por ano nas aldeias mais periféricas do concelho, alternando com as restantes duas na sede de concelho de Macedo de Cavaleiros. Escrito por Brigantia.