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Vimioso acolheu 97 jovens em cerimónia de Juramento de Bandeira

Vimioso acolheu 97 jovens em cerimónia de Juramento de Bandeira
  • 24 de Dezembro de 2018, 13:06

Vimioso foi, desta vez, depois de Vinhais, em Novembro, o palco escolhido para acolher a cerimónia de Juramento de Bandeira de 97 jovens que vão integrar o Regimento de Infantaria 19 de Chaves, um dos vários que a Brigada de Intervenção tem espalhados pelo país, numa perspectiva de descentralização revelou-se “um dia de boa memória e um dia histórico”, segundo palavras do autarca vimiosense, Jorge Fidalgo.

“O que aqui aconteceu, e com a adesão de tanta gente, é significativo de que de facto a população está com o Exército e reconhece nos nossos militares todo esse potencial de segurança que eles nos proporcionam”, concluiu.

Levar estas cerimónias a vários concelhos do país é também um ponto de destaque para o Major General Xavier de Sousa, Comandante da Brigada de Intervenção, que acredita que o Exército não deve estar confinado aos quartéis, pois não é “dentro dos muros” que a instituição se faz conhecer, “é fora”. “A nossa preocupação é mostrar a todos que estamos com eles”, explicou Jorge Fidalgo.

São cada vez mais os jovens a quererem alistar-se no Exército português. “A adesão tem aumentado”, é esta a grande convicção deixada pelo Major General, na última sexta-feira, durante a cerimónia. Para Xavier de Sousa tem havido um despertar para as possibilidades de carreira que as Forças Armadas, nomeadamente o Exército têm conferido. “Hoje em dia temos, fruto da legislação que recentemente saiu, a possibilidade destes jovens, no fim da sua carreira, irem para a GNR, PSP, guarda prisional, para outros serviços de segurança ou polícias de segurança”, esclareceu.

Segundo o Major General, o ingresso no Exército pode representar um começo de uma carreira para alguns destes jovens já que podem, por exemplo, tirar cursos como operadores de máquinas de engenharia, “que são profissões que têm 100% de empregabilidade”. Conforme o Comandante da Brigada de Intervenção, estes são formados no Exército e “logo à partida sabem que vão ter emprego quando saem”. A instituição acaba por ser uma mais valia até porque “tem primado por capacitar com instrução e formação reconhecida esses jovens”.

Além de presente em incêndios florestais ou cenários de catástrofe, o Exército também está a fazer segurança e defesa do país em sítios como o Iraque, Afeganistão, Somália, etc, que são missões onde há oportunidade de “conviver com outras culturas e outros povos e abrir outros horizontes”, concluiu o general.

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