72 freguesias na lista de primeira prioridade de limpeza de terrenos no distrito de Bragança
O número de freguesias com áreas que apresentam maior risco de incêndio em Portugal aumentou em relação ao do ano passado. Em 2018 tinham sido 1049, este ano, de acordo com o despacho conjunto dos ministérios da administração interna e da agricultura, foi publicado em Diário da República, estão assinaladas 1142 freguesias, ou seja, mais 93.
No distrito de Bragança, são 150 as freguesias de 1ª e 2ª prioridade para limpeza no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
São 72 freguesias de 1ª prioridade, cuja limpeza dos terrenos tem de estar concluída até 15 de março, e mais 78 freguesias de 2ª prioridade, em que a limpeza dos terrenos tem de estar concluída até 31 de maio.
Como curiosidade, diga-se que o concelho de Vinhais tem todas as freguesias, 26, no mapa das prioritárias para limpeza, sendo que 15 são de 1ª prioridade e 11 de 2ª prioridade.
O concelho de Bragança tem na lista 23 freguesias, 12 de 1ª e 11 de 2ª prioridade.
Seguem-se os concelhos de Macedo de Cavaleiros e Mirandela, ambos com 14 freguesias na lista. Em Macedo, são 3 de 1ª e 11 de 2ª prioridade, enquanto Mirandela tem o mesmo número de freguesias de 1ª e 2ª prioridade. São sete.
Nos concelhos de Carrazeda de Ansiães e Mogadouro, são 12 as freguesias que constam do mapa. Em Carrazeda, 5 são de 1ª e 7 são de 2ª prioridade. Já em Mogadouro, 4 são de 1ª e 8 de 2ª.
A seguir na lista, aparecem os concelhos de Torre de Moncorvo e Vila Flor, com 10 freguesias, sendo que em ambos os casos oito são de primeira prioridade e dois são de segunda.
Alfândega da Fé tem 9 freguesias, sendo 5 de 1ª e 4 de 2ª prioridade. Vimioso e Miranda do Douro têm 8 freguesias. Vimioso tem quatro freguesias em cada situação, enquanto Miranda do Douro tem uma freguesia de primeira prioridade e sete de segunda.
A fechar a lista do distrito de Bragança, está o concelho de Freixo de Espada à Cinta com quatro freguesias, todas consideradas de segunda prioridade.
Até 31 de maio de 2019, as câmaras municipais garantem a realização de todos os trabalhos de gestão de combustível, devendo substituir-se aos proprietários e outros produtores florestais em incumprimento, procedendo à gestão de combustível prevista na lei, mediante comunicação e, na falta de resposta em cinco dias, por aviso a afixar no local dos trabalhos.
Para quem não limpar, as multas vão de 280 a 10.000 euros, para pessoas singulares, enquanto para empresas e entidades públicas, as multas vão de 1.600 a 120.000 euros.
Escrito por Terra Quente
Foto: terranova.pt