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Aldeia de Chacim opõe-se a que a água passe para os domínios da câmara de Macedo de Cavaleiros

Aldeia de Chacim opõe-se a que a água passe para os domínios da câmara de Macedo de Cavaleiros
  • 24 de Julho de 2019, 08:41

Segundo José Génio, presidente de Chacim, foi-lhe dito, em reunião, que a não aceitação desta medida poderia levar à perda do mandato. “No dia 16 de Julho fomos convocados para uma reunião que contou com a presença do presidente da ERSAR, este que nos disse que éramos obrigados a dar a água, pois o responsável era o presidente da câmara e não as juntas de freguesia. Respondi que isso não é bem assim e que o responsável pela água da junta de freguesia sou eu. A água é nossa, custou-nos muito. Com a municipalização eles passariam a receber o dinheiro do pagamento da água da aldeia, que teríamos de ser nós a fazer a contagem, e depois dariam à junta 20%. Nós não aceitamos. Nesse mesmo dia, disseram que se não déssemos a água à câmara eu perderia o mandato, ao que eu respondi que antes quero que isso aconteça do que perder aquilo que é nosso”.

Convocada uma reunião para auferir opiniões, os habitantes da aldeia discordam desta medida e têm já a circular um abaixo-assinado. “Estou a favor que a água fique em Chacim. Sempre foi nossa e espero que continue a ser porque temos água suficiente e não precisamos levar este dinheiro, que pode ficar na junta de freguesia, para Macedo, até porque Macedo pouco ou nada tem feito para Chacim. Se lhes formos dar o pouco que temos na terra, o que seremos nós, nada”, explicou Hermínia Silva. “A água é o ouro da nossa aldeia. A manutenção está garantida pela junta de freguesia, assim como as canalizações. Nós temos os nossos nascentes”, disse Luís Eugénio.

Rui Vilarinho, vereador do Município, diz que este não é um assunto com opção de escolha, mas sim uma obrigação por lei. “De facto, esta não é uma ideia do município, é uma obrigatoriedade, saiu o despacho em Abril e já tinha saído outro em 2014 que obrigava todos os municípios a ficar com a gestão das águas em baixa, o que não aconteceu. Neste momento, havia a hipótese de algumas freguesias, desde que responsabilizassem pela qualidade da água perante a ERSAR, ficarem com a gestão das águas em baixa, o que não acontecia em algumas aldeias do concelho, em que a responsabilização era por do município e a gestão era por parte da junta, o que já era uma ilegalidade. Agora agravou-se a situação porque nos foi enviada um despacho pela ERSAR que diz que todos os municípios são responsáveis e têm obrigatoriamente que gerir as águas em baixa de todas as freguesias do seu concelho, sob a pena de incorrer em processos criminais”.

Também por municipalizar estão ainda as águas das freguesias de Espadanedo, Edroso, Murçós e Soutelo Mourisco, Olmos, Grijó, Vale Benfeito e Bornes.

Escrito por Onda Livre (CIR)

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