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Centenas de peixes mortos no rio Rabaçal

Centenas de peixes mortos no rio Rabaçal
  • 24 de Setembro de 2019, 14:39

Crime ambiental no rio Rabaçal, junto à localidade de Eixes, no concelho de Mirandela. “Uma enorme mancha de gordura, água acastanhada e centenas de peixes mortos. Foi este o cenário que alguns habitantes da aldeia de Eixes denunciaram às autoridades, no passado domingo”, revela Maria Gouveia, coordenadora da protecção civil municipal de Mirandela

Os habitantes de Eixes estão indignados. “Isto é muito feio”, diz Paulo Moreno. “Andamos sempre a falar em preservar o ambiente e de repente acontece uma catástrofe destas, isto não é benéfico para ninguém e dá má reputação à aldeia”, acrescenta.

Dada a proximidade de uma fábrica de extracção de óleo de azeitona, em Leirós, já no concelho de Valpaços, os habitantes de Eixes suspeitam que esta situação tenha acontecido devido a uma eventual descarga daquela unidade industrial. “Se da fábrica para cima não há nada, tudo leva a crer que seja de lá”, afirma.

Confrontados com estas suspeitas, os proprietários da fábrica em causa, não quiseram prestar declarações gravadas, mas negam que tenha sido efectuada qualquer descarga e também já verificaram se teria havido qualquer derrame acidental, mas não foi detectada qualquer anomalia, acrescentando que estão a colaborar com as autoridades para apurar o que realmente terá acontecido para provocar este acidente ambiental.

Entretanto, os serviços de protecção civil de Mirandela e Valpaços, já procederam aos trabalhos para retirar os peixes mortos e da nata de gordura que estava concentrada junto ao açude de Eixes. “Inicialmente, houve a necessidade de providenciar medidas preventivas, que passaram pela utilização de redes de pesca para conseguir conter os peixes e contactamos os gestores das barragens, a montante, para não efectuarem qualquer descarga de água e agora estamos a fazer a remoção dos peixes, com recurso às redes de pesca, e com a ajuda de um camião de recolha de saneamento estamos a retirar toda esta nata gordurosa que ficou à superfície da água ”, explica Maria Gouveia.

A investigação deste caso está entregue à GNR, através do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza) que já elaborou um auto de notícia.

Também a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) já recolheu diversas amostras de água para análise em laboratório.

Escrito por Terra Quente (CIR)

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