Agricultura e agro-pecuária foram assuntos discutidos no debate da Rádio Brigantia e Jornal Nordeste
Os cabeças de lista dos partidos com assento parlamentar dizem que é necessário apoiar o sector.
Perante a polémica da retirada de carne de vaca das cantinas da Universidade de Coimbra, o cabeça de lista do PSD, Adão Silva, defendeu que a nossa agricultura e produção pecuária é ambientalmente sustentável.
“É verdadeiramente uma agricultura de futuro. A tal agricultura que agora se defende, amiga do ambiente, ela está aqui. O que tem que ser feito é fazer uma sedimentação desta agricultura que é de facto uma agricultura equilibrada, através do plano de regadio”, acrescentou.
Jorge Gomes, primeiro da lista do PS, disse que não vai mudar de hábitos alimentares e destaca o papel que a produção pecuária tem para manter área agrícola produzida e pessoas no território.
“No nosso distrito a pecuária que existe é de pequeníssima dimensão, mas tem sido essa pecuária e a pequena agricultura que tem feito a manutenção do nosso distrito”, defendeu.
O cabeça de lista do CDS disse mesmo que os agricultores são os principais ambientalistas.
“Há muitos anos o CDS foi o primeiro partido que escreveu no programa a importância que os agricultores, na sua relação com o meio ambiente e com a sua actividade, contribuíram para a preservação do meio ambiente e para o crescimento da actividade dentro do distrito”, referiu.
Fátima Bento da CDU defendeu que cada pessoa deve ter liberdade de tomar as opções e lamentou a diminuição que se verificou na pecuária no distrito.
“Se virmos a produção de leite que tínhamos há uns tempos largos, não é a mesma que temos agora. Quantidades de produções agrícolas deixaram de existir, porque muitas directivas da União Europeia vieram dizer para arrancar vinha ou vieram instalar as cotas leiteiras”, disse.
Também o Bloco de Esquerda não é a favor de proibir a ingestão de carne e defendeu uma agricultura sustentável.
“Aquilo que defendemos é uma política é uma política que defenda os pequenos agricultores. Acreditamos que a política agrícola comum que é discutida na Europa não defende os pequenos agricultores, uma vez que os fundos são inacessíveis e há uma burocracia enorme no acesso aos fundos”, acrescentou.
Já o candidato do PAN pelo distrito Paul Summers recordou o caso das vacas loucas para condenar a agro-pecuária intensiva e industrial e defendeu que a aposta deve ser concentrada na agricultura biológica e de pequena escala.
“O PAN defende também um redireccionamento nas grandes produções da agro-pecuária para as pequenas explorações, principalmente biológicas”, acrescentou.
Posições dos cabeças de lista dos principais partidos pelo círculo eleitoral de Bragança, expressas no debate a seis promovido pela Rádio Brigantia e Jorna Nordeste.
Escrito por Brigantia