Graça Morais doa uma centena das suas obras ao Centro de Arte Contemporânea de Bragança
Em 2007, a pintora já tinha doado também cerca de 50.
“Entrego à cidade, porque esta cidade faz parte do meu crescimento, aqui estudei, foi aqui que me chamaram, aos 15 anos, a pintora, e é a minha cidade. Acho que tenho que devolver à sociedade uma parte daquilo que consegui criar de melhor. Faço isto de uma forma muito espontânea e acho que tenho a obrigação de oferecer a Bragança a oportunidade de terem obras, não só emprestadas, mas que lhes pertencem”, explicou Graça Morais.
O espólio é composto por 105 obras, algumas delas com um valor especial e relevantes no percurso da artista. Graça Morais confessou que foi difícil entregar ao centro um dos desenhos mais importantes da colecção.
“Aquele desenho nasceu numa visita que eu fiz, num dia da apanha da azeitona, e então as mulheres estavam apanhara a azeitona, com umas cestas, e eu achei que aquelas mulheres já se misturavam tanto com a terra, que eu cheguei achar que elas também eram a terra. Então aquele desenho é uma indefinição no corpo delas, porque se misturavam completamente com a terra”, acrescentou.
A obra mais valiosa oferecida pela pintora ronda os 80 mil euros. Fernanda Silva, vereadora da câmara de Bragança, as obras apresentadas são uma riqueza para a cidade.
“Este acervo da pintora Graça Morais demonstra bem a sua generosidade e o seu amor e afecto por este espaço que é dela, do município e de todos os brigantinos”, referiu.
Graça Morais doou 105 obras da sua colecção ao Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança e o espólio vai estar patente até Maio do próximo ano.
Escrito por Brigantia