Rituais com máscaras têm vindo a alterar-se com o passar do tempo
Depois das primeiras jornadas, que pretendiam chegar a conclusões sobre fazer estas festas, Hélder Ferreira acredita que os rituais estão a ser feitos em prol das comunidades.
“Neste território sabemos que há festas que não saem no seu ritual e no seu dia e depois vão a festivais, porque não há gente nos povos. Mas a festa também é importante em termos da união da comunidade, tendo por base essa tradição, porque a querem manter por questões identitárias mas também pela questão lúdica”, disse.
No mesmo dia, no Posto de Turismo de Mogadouro, foi inaugurada uma exposição de máscaras de Amável Antão. O artesão, que participou na primeira bienal da máscara, em Bragança, já conta mais de 600 peças e começou esta arte por brincadeira. Amável Antão considera que as máscaras são expressão do artesão e nem tanto da tradição.
“Há 50 anos certamente que a máscara não era igual a aquilo que é hoje, eles não tinham as ferramentas que nós temos. Eu conheço o verdadeiro chocalheiro de bemposta, mas não é a isso que eu me agarro. O que tenho que por lá são os elementos todos dessa máscara, porque eu não copio, tem que ter o meu traço. A máscara tem que ter uma identidade e sou eu que lha vou dar”, explicou.
Ao longo dos próximos meses, estas jornadas vão contar ainda com mais três sessões de debate.
Escrito por Brigantia