Ciclismo: Seminário abordou a promoção do ciclismo na vertente desportiva e dos territórios
Segundo Sandro Araújo, vice-presidente da federação, o desenvolvimento do ‘Programa Nacional Ciclismo Para Todos’ contribuiu para o aumento do número de utilizadores da bicicleta em contexto desportivo, de lazer, e cultural. “Com a democratização das bicicletas eléctricas aquilo que para muitos seria impensável há uns anos atrás agora é possível, pedalar com 40, 50, 60 ou 70 anos. Temos mais praticantes e é uma tendência que se coaduna com a necessidade de uma vida mais saudável, mais sustentável e em que o impacto no ambiente é reduzido”.
O ciclismo promove a prática desportiva e o turismo”, destacou Miguel Monteiro. Para isso o presidente da ACB considera importante “o envolvimento das autarquias na promoção de iniciativas diferenciadoras”. “Estive na apresentação de uma prova em Mirandela, onde o Cândido Barbosa disse, em tom de brincadeira, que nos reforços e, vez de haver barras energéticas podia haver pedaços de alheira. Ou seja, devemos oferecer aquilo que nos diferencia de outros locais”, acrescentou.
Os percursos clicáveis e a mobilidade sustentável também foram assunto em debate com enfoque no projecto IPBike, do IPB, as 20 bicicletas eléctricas instaladas pelo Município de Bragança na aldeia de Rio de Onor e no Centro Histórico e as Xispas, implementadas em 2014.
Também a utilização da bicicleta em contexto escolar é cada vez mais uma preocupação das associações e da federação. Por isso, “já está a ser implementado o projecto ‘O Ciclismo vai à Escola’, explicou Sandro Araújo.
O seminário envolveu ainda a participação das forças de segurança numa altura em que as despesas com o policiamento são um entrave à organização de provas de ciclismo. Sandro Araújo explica que a federação “tem tentado sensibilizar o Estado para a questão”.
Ao contrário do que acontece em Espanha, onde o Estado suporta a totalidade dos custos, em Portugal apenas metade do valor gasto pelas organizações na segurança das provas é custeado pelo Estado. Só a nível da formação é que o financiamento chega aos 80 por cento.
O seminário foi ainda aproveitado para Miguel Monteiro, presidente da ACB, reivindicar junto da federação a organização de um curso de treinadores de ciclismo no distrito.