Futsal: Treinador do CASC Freixo critica Pioneiros de Bragança
Esta temporada, o emblema brigantino recusa-se a jogar com os freixenistas, o que já aconteceu em dois jogos de juvenis, que estavam marcados para os dias 9 de Novembro e 21 de Dezembro do ano passado, em Bragança, e no domingo para os Encontros Lúdicos de benjamins.
João Carrasco, treinador do CASC Freixo, diz que esta posição dos Pioneiros está relacionada com os incidentes do jogo de seniores da temporada passada, que resultaram em castigos pesados para o CASC Freixo. “Pelo que eu sei por outras pessoas o presidente dos Pioneiros recusa-se a jogar connosco devido aos problemas que houve no jogo de seniores da época anterior. Ele está a levar isto para a formação, o que eu acho ridículo. Já estamos a pagar pelo que aconteceu com multas e castigos. Ele está a incutir isto nas crianças”.
Contudo, no escalão de benjamins não há classificação. Ainda assim, o CASC Freixo deslocou-se a Bragança para realizar o jogo com os Pioneiros. João Carrasco explicou que “nem o árbitro estava presente” e que “deixaram indicações para deixar as fichas de jogo ao funcionário do pavilhão”.
João Carrasco diz já ter pedido à A.F. Bragança para avaliar a situação, que já fez saber que os regulamentos estão a ser cumpridos. Ou seja, no caso dos juvenis, os Pioneiros são castigados com a derrota, mas a associação não pode obrigar o clube a jogar.
O técnico do CASC Freixo não vai tentar qualquer entendimento com os Pioneiros e só quer que se realizem os jogos. “Não tentei nem vou tentar. Ele, o presidente dos Pioneiros, é que está a falhar. Ele se não quer falar connosco não fala mas jogava-se. Não entendo. Quer que o CASC Freixo deixe de participar nos campeonatos? É isso que quer?”
Contactado Ricardo Pires, presidente dos Pioneiros de Bragança, diz que é “um tema sem qualquer assunto e que está encerrado há muito tempo”. “Tomámos esta decisão porque sabíamos que não iriam ser tomas as devidas medidas para fazer evoluir a postura desportiva distrital e também porque temos o direito de conviver ou não com quem achamos ser conveniente, sobretudo preservando a paixão pelo desporto e a amizade que este deveria espalhar”, acrescentou Ricardo Pires.