Bloco de Esquerda preocupado com nascimentos fora da maternidade
A criança nasceu em plena A4 e, segundo Catarina Assis, da comissão distrital do partido, o sucedido não é um acaso, devendo-se ao encerramento de inúmeras maternidades, pelas quais pouco tem sido feito. “Quem representa um distrito como Bragança, do interior mais desfavorecido, em termos de chegar os meios para podermos desenvolver melhor, eu acho que tem descurado muito do papel para o qual foi eleito”, disse Catarina Assis.
Catarina Assis acredita que se se tivesse eleito um deputado do Bloco de Esquerda por Bragança, o distrito iria ter uma voz mais activa na Assembleia da República. “Teríamos uma voz mais activa e levaríamos problemas concretos e formas de os resolver na prática, que iam melhor em muito a vida das pessoas que aqui vivem. É muito complicado uma pessoa com 90 anos numa aldeia, querer ver os seus problemas resolvidos e é neste sentido que queremos aproximar as pessoas às necessidades delas”.
A mãe da criança, que nasceu na autoestrada, no concelho de Macedo de Cavaleiros, ia de Freixo para Bragança, numa viagem que demora perto de duas horas. Catarina Assis acredita que, no caso do distrito, o encerramento da maternidade de Mirandela, em 2006, negligenciou as populações dos concelhos mais a sul e que a situação é inadmissível. “Põe em risco duas vidas ao mesmo tempo. A única maternidade da ULS é em Bragança e há localidades que ficam a duas horas de distância e dificulta muito a prestação de qualidade às parturientes e aos bebés. Há muitas localidades, como Freixo, que ficam mais perto de Mirandela que, numa primeira instância, poderia prestar logo assistência de qualidade sem terem que se deslocar a Bragança”.
A Comissão Coordenadora Distrital de Bragança do Bloco de Esquerda acredita ainda que faltam diversos outros serviços no distrito, que seriam criadores de desenvolvimento e ajudariam a que profissionais de saúde aqui se fixassem.
Escrito por Brigantia