Ceia solidária do PSD de Bragança angaria alimentos para IPSS do concelho
Em meio urbano foi escolhida, este ano, a Cáritas Diocesana de Bragança. Já no meio rural a ajuda foi para o Centro Social e Paroquial de Baçal. Rosa Pires, directora técnica do centro, que tem 20 utentes em estrutura residencial, 17 em apoio domiciliário e dois em centro de dia, garante que há algumas dificuldades no que toca à sustentabilidade da instituição e, por isso, o apoio vai ajudar nas despesas diárias. “As nossas dificuldades são as dificuldades de todas as instituições. As comparticipações são bastante reduzidas, os utentes usufruem de reformas baixas e, por isso, temos algumas dificuldades para garantir a sustentabilidade da instituição. Este apoio vai ajudar nas despesas diárias. As instituições do interior têm despesas que, provavelmente, outras não têm, tendo em conta as despesas que temos, por exemplo, com o aquecimento”, explicou a directora do Centro Social e Paroquial de Baçal.
Adão Silva, deputado do PSD por Bragança, reiterou estar a par do problema e as instituições do interior têm que ter uma comparticipação diferente. O deputado diz o partido tem soluções e que é preciso colocá-las em prática. “O problema está em que não é fácil montar um sistema modulado, do valor dos acordos de cooperação, mas era justo que assim fosse. Uma instituição no mundo rural, mais pobre em em que as pensões dos utentes são mais baixas, não pode receber do Estado o mesmo valor padronizado que recebe uma instituição rica no centro de Lisboa. Há soluções que eu acho que existem e que nós PSD as temos pedido várias vezes. Temos que definitivamente avançar com isso, sobretudo no momento em que temos mais capacidade de zonarmos e definirmos do ponto de vista de riqueza, da idade das populações e dos seus rendimentos básicos”, sublinhou Adão Silva.
António Baptista, presidente da concelhia do PSD de Bragança, garantiu que tem havido um aumento no número de quilos de alimentos angariados. “Todos os anos temos feito o reconhecimento de duas IPSS, uma do meio rural e outra do meio urbano. Angariamos bens alimentares e depois fazemos a distribuição pelas duas. Temos recolhido, de ano para ano, cada vez mais um pouquinho. As pessoas aderem e todos nós gostamos de fazer o bem, em ser solidários”, confirmou o presidente da concelhia laranja de Bragança.
O jantar, que decorreu sexta-feira, em Bragança, reuniu mais de 350 pessoas.
Escrito por Brigantia