Autarca de Bragança acusa secretário de Estado de falta de consideração pelo distrito
A reunião já foi agendada por duas vezes, mas o secretário de Estado até ao dia de ontem não pôde comparecer. Hernâni Dias, presidente da câmara de Bragança, considera uma falta de consideração e respeito pelo distrito a ausência de comparência do secretário de Estado.
“O que mais me preocupa não é necessariamente o facto de o secretário de Estado não reunir connosco. O que nos preocupa é a falta de estratégia relativamente à necessidade de testar os lares do nosso distrito”, disse o autarca.
O presidente da câmara de Bragança mostrou-se preocupado com a quantidade de funcionários e utentes de lares que ainda não foram testados e entende que devem ser tomadas medidas urgentes.
“Nem sequer um terço das pessoas ligadas às instituições foi testado. É urgente definir uma estratégia de actuação para que todos os funcionários e utentes dos lares sejam testados”, sublinhou.
O Instituto Politécnico de Bragança assinou um protocolo com a ULSNE e com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para a realização de testes à Covid-19 no politécnico, a funcionários e utentes de lares. Na semana passada começaram a ser recolhidas amostras, porém o laboratório precisa do certificado do Instituto Nacional Ricardo Jorge para que os resultados sejam validados, explica Orlando Rodrigues, presidente do IPB.
“Enviámos as amostras de validação para esse instituto, na semana passada, e estamos a aguardar que nos seja atribuída a certificação e a partir daí podemos iniciar a realização normal de testes”, explicou Orlando Rodrigues.
Em comunicado a ULSNE salientou que “o rastreio à infecção por Covid-19 em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e nos Serviços de Apoio Domiciliários do distrito de Bragança é uma prioridade” e que o teste a mais de seis mil pessoas destas instituições é levado a cabo por 12 equipas de colheita de amostras da ULS Nordeste, tendo sido já testadas cerca de 2 mil pessoas ligadas a estas instituições. Escrito por Brigantia.
Imagem: Mapa do risco de infecção. Fonte: Cerena, Instituto Superior Técnico.