SITE NORTE assinala Dia do Trabalhador em Bragança
A preocupação foi deixada por Miguel Moreira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte, entidade que saiu à rua, em Bragança, para na sexta-feira assinalar o Dia do Trabalhador. “É um situação extremamente difícil porque há trabalhadores a passar por grandes dificuldades porque há empresas, que sem ser necessário recorrer ao lay-off, fizeram-no, como o caso da Faurecia, que no ano de 2019 facturou milhões em lucro. Não se compreende como é que o Governo permite isto, é uma grande tristeza”.
Há alguns dias, a CGTP, que integra o SITE Norte, denunciou que “muitos trabalhadores” em lay-off não receberam a totalidade dos dois terços do salário que lhes eram devidos por falta de pagamento da Segurança Social às empresas. Sobre estas preocupações, Miguel Moreira entende que são os trabalhadores e os pequenos e médios empresários que estão a pagar os efeitos da crise. “Se o lay-off já é mau, imagine-se se não se receber a totalidade do salário, é muitíssimo pior. É urgente que se mude de atitude face aos trabalhadores, porque são eles que sofrem os efeitos da pandemia. Já as grandes multinacionais, no caso particular da Faurecia, aproveitam a boleia da crise para ganhar ainda mais dinheiro”.
Rui Pereira, delegado sindical na Faurecia, em Bragança, questionado sobre a situação de lay-off na empresa, considera que esta solução fazia mais falta a outros empresários. “Querer incutir a moral no sector industrial não existe. O que é moralmente correcto ali não conta. O que conta são números e resultados aos fim do ano e tudo que possam aproveitar são os primeiros a ter condições e vão atrás desses fundos que faziam falta aos pequenos comerciantes e aos trabalhadores independentes”.
A Faurecia está em lay-off há um mês e foi agora requisitado o segundo mês.
Escrito por Brigantia