Vereadores do PS de Bragança acusam presidente da Assembleia Municipal de querer “silenciar” a oposição
Em causa está o facto de Luís Afonso ter dito, a um órgão de comunicação social, que tinha a intenção de trazer para Bragança, um armazém que tem em Braga, expandindo o seu negócio de distribuição farmacêutica. Contudo, o empresário, que fez parte dos órgãos sociais da sociedade do hospital privado de Bragança, terá dito que desistiu porque os vereadores da câmara do PS o tentaram difamar com as questões que levantaram sobre a venda do terreno municipal ao hospital. Nuno Moreno, vereador do PS, entende que Luís Afonso está a dar uma desculpa de “mau pagador”.
“O que nos chocou profundamente foi estar a utilizar a vereação do Partido Socialista como uma desculpa para não investir em Bragança. Estar a desculpar-se connosco quando nós nos limitados a fazer o nosso trabalho de oposição que aliás foi reconhecido pelo presidente da câmara”, disse o vereador.
Luís Afonso terá dito que desistiu porque o “chatearam muito” com a questão do hospital privado e que os vereadores do PS prestaram um mau serviço à cidade e ao concelho. O empresário admite que as declarações que prestou são verdadeiras e que não se sente acarinhado em Bragança em termos de negócios.
“Disposto à arriscar centenas e centenas de milhares de euros, para criar dezenas de postos de trabalho neste concelho e depois assisto a um confronto por parte do Partido Socialista. Fiquei muito magoado, muito aborrecido e decidi que este armazém não vai para Bragança”, referiu Luís Afonso.
Nuno Moreno disse ainda lamentar que se mantenha por resolver a situação da venda de um terreno municipal à sociedade do hospital privado. O vereador acredita que a questão do conflito de interesses neste processo também merece uma resposta, visto que Luís Afonso era accionista do hospital e presidente da Assembleia Municipal.
Segundo Luís Afonso, a questão do conflito de interesses já está resolvida.
Luís Afonso vai expandir o seu negócio de distribuição farmacêutica para Vieira do Minho, deixando de parte trazer o armazém para Bragança, onde, ainda assim, prevê instalar uma fábrica de máscaras.
Escrito por Brigantia