Presidente do CAB considera últimas indicações da DGS pouco esclarecedoras em relação à formação
Paulo Gonçalves diz ser necessário haver mais informação, sobretudo no que diz respeito à formação. “Penso que tem que haver mais regulamentação de cada uma das federações das modalidades. Aquilo que já estamos a trabalhar é com base no que já saiu a nível de treino. Se analisarmos a nível de competição ainda continua a limitação do distanciamento de dois metros entre os atletas nos balneários. Quer isto dizer que no Pavilhão Municipal de Bragança nos quatro balneários só podem estar um total de 12 atletas. Isto em competição não é praticável”.
O regresso aos treinos sem restrições das equipas de formação, neste caso de hóquei em patins e voleibol, está previsto para o início de Setembro, a partir do dia 1 mediante as normas da DGS.
Quanto às competições ainda não há datas nem se sabe como vão ser realizadas, apesar de algumas associações, como a de patinagem do Porto, já terem avançado o calendário de jogos.
Paulo Gonçalves diz que são muitas as incertezas, o que condiciona o trabalho das equipas. “Não sabemos como vai ser em termos de competição. Quanto tempo de intervalo terá que haver entre os jogos no pavilhão? Tem de haver higienização do espaço? Se houver como é com a marcação dos jogos? Quantos vão ser realizados por dia? Tudo isto é tão vago e é frustrante trabalhar com tão pouco informação, mas não podemos baixar os braços”.
O hóquei em patins e o voleibol são as modalidades que concentram as atenções e as preocupações do presidente.
Em relação ao voleibol o clube está a organizar-se para competir apenas na região transmontana, de forma a minimizar o risco de contágio. No que diz respeito ao hóquei o Académico tem que, obrigatoriamente, competir na zona do Porto e mesmo sendo esta modalidade classificada como de médio risco os atletas poderão ter que realizar testes à Covid-19 se existir transmissão comunitária activa.
“Nas localidades onde houver transmissão tem que haver testagem aleatória, mas não sabemos se essa testagem é de dez ou vinte por cento da equipa. A equipa onde existir a transmissão tem que realizar os testes para poder realizar o jogo ou somos nós depois de realizar lá o jogo temos que fazer a testagem?”
O presidente do CAB acrescenta que o clube não tem capacidade financeira para testar os atletas. “Não temos suporte financeiro para fazer testes. Diga-me um clube que tenha suporte financeiro, nenhum. Tirando os clubes da 1ª Liga de Futebol não há nenhum abaixo dessa situação que consiga realizar os testes se forem obrigados a fazer”.
O hóquei em patins e o voleibol estão classificadas como modalidades de médio risco. Apesar de não haver certezas quanto à realização dos campeonatos de formação, as competições de hóquei em patins (sub-13, sub-15 e sub-17) têm início previsto para Outubro.
Quanto a outras modalidades do CAB, o ténis regressou à actividade em Maio, após o desconfinamento, tal como as actividades de manutenção.