Drones de vigilância de incêndios estão a operar desde Mirandela
Inicialmente estava previsto que fosse o aeródromo de Macedo de Cavaleiros a ter dois dos 12 drones disponíveis para o território nacional, mas constrangimentos de ordem técnica impediram essa ideia inicial. Maria Gouveia, directora do Aeródromo de Mirandela confirma que ficam em Mirandela até final de outubro. “A semana passada houve mais contactos e eles transferiram-se para cá. Já têm os meios e estão a operar”.
Já o presidente do Aero Clube de Mirandela, Manuel Rodrigues, gostaria que a base ficasse definitivamente em Mirandela e que não fosse uma situação transitória. Até porque seria uma mais-valia para o próprio aeródromo, com a autarquia Mirandelense a criar as infra-estruturas, e que poderia até ser procurado por outros operadores.“Gostaríamos muito que os drones ficassem em Mirandela e acho que deve ser feita força nesse sentido, até porque se eles escolheram Mirandela neste momento, é porque a localização desperta algum interesse. Convinha também arranjar condições para eles se instalarem, e já se está a trabalhar nesse sentido. Se nos adiantarmos e tivermos essas condições, depois os operadores aparecem”.
A directora do Aeródromo concorda com estas mais-valias, e que tudo passará pela estratégia do próprio executivo municipal.“Relativamente a isso, o executivo terá de ter a sua estratégia. É sempre uma mais-valia para a região e para Mirandela e é mais uma valência no que toca à prevenção de incêndios rurais”.
Pelo menos até final do mês de outubro ficará em Mirandela uma das bases nacionais dos novos drones que farão a vigilância do território no combate a incêndios florestais.
Escrito por Terra Quente (CIR)