Plano de Mobilidade do Tua: ministro do Ambiente diz que “não vai de olhar, vai mesmo de fazer”
O ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Matos Fernandes, no sábado, esteve de passagem por Mirandela e, tendo-lhe sido pedido para que olhe para a questão, assinalou que tudo fez para que o plano seja uma realidade. “A DIA está cumprida naquilo que era necessário e naquilo que era preciso ser cumprido por parte da EDP. Falta completar um conjunto de outras infraestruturas, que não dependendo de mim essas mesmas entidades eu não vou comentar. Isto não vai de olhar, vai mesmo de fazer. Os presidentes da câmara destes territórios sabem bem tudo aquilo que eu fiz para concretizar o plano”.
A questão foi levantada na inauguração da Porta de Entrada de Mirandela do Parque Natural do Vale do Tua e da ECOTECA – Centro Interpretativo do Território. O director do parque, Artur Cascarejo, sublinhou que é preciso pôr fim a este impasse. “Já fizemos tudo o que nos cabia fazer para que o comboio voltasse a apitar na linha do Tua. Não podemos morrer na praia”.
Falta agora preparar as antigas carruagens do Metropolitano Ligeiro de Superfície de Mirandela e a sua certificação. Segundo avançou ainda a presidente da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua, Júlia Rodrigues, falta também que a CP pague os cerca de um milhão e duzentos mil euros dos cinco milhões e meio investidos no troço ferroviário entre Mirandela e Brunheda. “Aquilo que está previsto no orçamento da transferência que a CP vai ter que fazer para pagamento das obras efectuadas pela Mota Engil tem que estar previsto num orçamento e tem que haver cabimento orçamental. Eu julgo que estará tudo preparado para que esse procedimento seja efectuado”.
O plano de mobilidade é uma das contrapartidas da construção da Barragem de Foz Tua.
Escrito por Brigantia