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Moncorvo pretende apostar na maior ponte pedonal suspensa do mundo para unir as duas margens do Douro

Moncorvo pretende apostar na maior ponte pedonal suspensa do mundo para unir as duas margens do Douro
  • 23 de Outubro de 2020, 08:23

O projecto prevê ligar o concelho de Moncorvo ao Museu do Côa, já no distrito da Guarda, atravessando o rio Douro e unindo dois patrimónios Mundiais: a arte rupestre de Foz Côa e o Alto Douro Vinhateiro, como.

“A ideia é ligar o Museu do Côa a Moncorvo, na freguesia de Peredo dos Castelhanos onde existia anteriormente a barca que possibilitava a ligação entre o distrito de Bragança e o da Guarda. A ideia é fazer essa recriação, o rio que nos divide, o Douro, passava a unir-nos”, explica o autarca de Torre de Moncorvo.

Nuno Gonçalves acredita que este investimento pode ajudar a atrair turistas à região.

“Será uma ponte suspensa, com o maior vão do mundo, cerca de 750 metros”, um projecto pensado para “ir ao encontro do que foi defendido na última Cimeira Ibérica, promover as populações transfronteiriças”, constituindo-se como “um ponto de atracção turística que poderão sérum foco mais para atrair pessoas do litoral para o interior e mesmo a permanecia no território”.

O autarca defende ainda que esta ponte pedonal pode também contribuir para potenciar algumas rotas religiosas como o Caminho de Santiago ou de Fátima.

Nuno Gonçalves espera que o facto de esta ponte estar projectada para duas zonas com selo de património mundial da Unesco não impeça a sua concretização.

“Acredito que este projecto tem vantagens quer para o Alto Douro Vinhateiro quer para o Parque Arqueológico do Côa, estamos a falar de áreas protegidas mas não podemos ser fanáticos e olhar para elas como um santuário”, frisou.

O autarca explica que este é, para já, um ante-projecto que vai agora ser apresentado ao município vizinho de Vila Nova de Foz Côa, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, à Direcção Regional de Cultura do Norte e ao governo, que terão de se pronunciar. Estima-se que tenha um custo de cerca de 3,5 milhões de euros. Escrito por Brigantia.

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