Moncorvo pretende apostar na maior ponte pedonal suspensa do mundo para unir as duas margens do Douro
O projecto prevê ligar o concelho de Moncorvo ao Museu do Côa, já no distrito da Guarda, atravessando o rio Douro e unindo dois patrimónios Mundiais: a arte rupestre de Foz Côa e o Alto Douro Vinhateiro, como.
“A ideia é ligar o Museu do Côa a Moncorvo, na freguesia de Peredo dos Castelhanos onde existia anteriormente a barca que possibilitava a ligação entre o distrito de Bragança e o da Guarda. A ideia é fazer essa recriação, o rio que nos divide, o Douro, passava a unir-nos”, explica o autarca de Torre de Moncorvo.
Nuno Gonçalves acredita que este investimento pode ajudar a atrair turistas à região.
“Será uma ponte suspensa, com o maior vão do mundo, cerca de 750 metros”, um projecto pensado para “ir ao encontro do que foi defendido na última Cimeira Ibérica, promover as populações transfronteiriças”, constituindo-se como “um ponto de atracção turística que poderão sérum foco mais para atrair pessoas do litoral para o interior e mesmo a permanecia no território”.
O autarca defende ainda que esta ponte pedonal pode também contribuir para potenciar algumas rotas religiosas como o Caminho de Santiago ou de Fátima.
Nuno Gonçalves espera que o facto de esta ponte estar projectada para duas zonas com selo de património mundial da Unesco não impeça a sua concretização.
“Acredito que este projecto tem vantagens quer para o Alto Douro Vinhateiro quer para o Parque Arqueológico do Côa, estamos a falar de áreas protegidas mas não podemos ser fanáticos e olhar para elas como um santuário”, frisou.
O autarca explica que este é, para já, um ante-projecto que vai agora ser apresentado ao município vizinho de Vila Nova de Foz Côa, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, à Direcção Regional de Cultura do Norte e ao governo, que terão de se pronunciar. Estima-se que tenha um custo de cerca de 3,5 milhões de euros. Escrito por Brigantia.