Câmara de Bragança realoja quatro famílias em imóveis sociais
O município de Bragança procedeu ao realojamento de emergência destas famílias, arrendando-lhes imóveis sociais. O valor da renda é simbólico e difere consoante a tipologia da habitação e os rendimentos do agregado.
Gabriela Reis faz parte destas famílias que a câmara identificou como estando em situação de vulnerabilidade e emergência social. A viver com os sete filhos numa garagem, há cerca de 14 anos, Gabriela teve direito a um T4, uma solução que há muito esperava. “Era muito frio e muita humidade. Só tenho a lareira na cozinha mas os quartos estão sempre muito frios. Não podia lá estar com os meninos. Fiquem muito contente por mim e pelos meus filhos, estou a fazer tudo por eles”.
Na sexta-feira, a câmara entregou ainda dois T2 e um T3 a outras três famílias. Neste caso, os imóveis, que foram alvo de reabilitação, tinham sido, recentemente, identificados como desocupados. O realojamento de emergência em habitação social acontece quando surgem este tipo de situações, além dos imóveis que a autarquia vai recuperando para o mesmo efeito.
Hernâni Dias, presidente da câmara, sublinha que a medida é para continuar. “O processo de atribuição de habitação social tem um principio básico que é a vulnerabilidade daquela família, que quando deixa de estar nessa situação deve entrar no mercado de arrendamento ou de aquisição. É evidente que, face às condições sócio-económicas dessas famílias, isso quase nunca se verifica. Aquilo que tem acontecido é que, às vezes, são habitações vitalícias. É uma medida que vamos continuar a implementar até porque temos outras habitações já em fase de reabilitação”.
O autarca explica que há algumas situações que podem levar à quebra de contrato, nomeadamente a falta de pagamento da renda. “O incumprimento daquilo que tem a ver com as obrigações destas pessoas, que é a questão da preservação do imóvel, serem bons vizinhos, não criando problemas a ninguém, nem aos vizinhos nem à câmara, e as obrigações básicas, como o pagamento de energia, água e renda, que é cerca de 5/6/7 euros”.
A câmara de Bragança tem 267 imóveis atribuídos à habitação social.
Escrito por Brigantia