Arguidos no caso Giovani começaram a ser ouvidos na primeira sessão do julgamento
Na primeira sessão do julgamento, que decorre na sala de audiências do Nerba, em Bragança, os sete acusados mostraram intenção de falar. O primeiro foi Bruno Fará que afirmou não ter agredido a vítima, mas admitiu ter batido com um pau num dos companheiros de Giovani. Já o segundo a ser ouvido, esta tarde, Jorge Liberato, afirmou que não agrediu ninguém naquela madrugada.
O advogado de um dos arguidos afirmou que não foram as agressões ao jovem estudante cabo-verdiano o que provocou a morte, mas uma queda numas escadas.
O advogado Ricardo Cavaleiro afirmou que a defesa vai sustentar esta tese.
“A lamentável morte de Luís Giovani não ficou a dever-se a qualquer facto que tenha sido perpetrado pelos arguidos, mas sim a uma queda que ocorreu depois nas escadas”, sustentando o argumento na autópsia e num parecer de um perito que “aponta nesse sentido também.
Já o advogado dos pais de Giovani, Paulo Abreu, insiste que foram as agressões na madrugada de 21 de Dezembro de 2019 que provocaram a morte do jovem de 21 anos.
“Num primeiro momento tínhamos essa ideia, a acusação do Ministério Público reforçou essa ideia e depois temos o despacho de pronúncia que ainda mais a reforça. Não temos que ter outra ideia que não seja essa. Agora, naturalmente, os passos anteriores são provisórios, definitivamente será o tribunal que vai decidir o processo”, declarou.
A defesa pediu uma indemnização civil. O pai de Luís Giovani constitui-se assistente no processo e vai ser inquirido como demandante civil, mas a data dessa sessão ainda não está designada. Escrito por Brigantia.